sexta-feira, 19 de junho de 2015


Você acredita nos seus Guias?
Em nossa religião, temos diversos guias, mestres e mentores, que são espíritos em evolução, outros em ascensão plena e outros até evoluídos, que direcionam os trabalhos de Umbanda em outro plano amparados pelos Sagrados Orixás.
Analisando isso, somos muito bem amparados e guiados, por espíritos que nos amam e que tem uma afinidade ímpar conosco. Muitos de nossos guias mais próximos possuem uma ligação familiar de muitas vidas passadas e trazem como missão nesta passagem da vida nos amparar e nos guias conforme nossas necessidades e merecimentos em cada momento de nossas vidas.
Mas a grande pergunta é: você acredita no seu guia, ou na sua banda?
Vejo muitos médiuns de Umbanda, por muitas vezes duvidarem do trabalho dos seus guias e até mesmo questionando suas orientações para com você e outras pessoas. Vejo também a famosa frase: “Mas meu Guia não me ajuda por que”? Só ajuda os outros?
Devemos primeiro entender que nós médiuns somos canais, veículos de espíritos evoluídos que nos guiam, orientam e ajudam a quem necessitar e merecer (inclusive nós).
Não confunda seus medos, sua incertezas com a força e a capacidade dos seus guias. Nossos guias nos ajudam o máximo que podem, dentro da Lei Maior e da Justiça Divina, e se por algum momento de sua vida eles “não te ajudarem”, pode ter certeza: é um momento que você deve firmar suas pernas no chão, ser forte e adentrar de cara na situação, pois a sua vida quem deve viver é você.
Nossos guias não são muletas ou muito menos babás, para ficar nos mimando ou nos bajulando. Os guias são espíritos que nos fazem crescer, pensar e principalmente sermos racionais assim andando com nossas próprias pernas.
Quando a incerteza bater em sua porta, a vaidade, e o ego tentarem te acolher, firme sua cabeça em Deus, nos Orixás, e em seus guias. Pode ter certeza que se você acreditar, o seu mundo irá mudar, seus guias lhe mostraram o caminho para você percorrer. Suas decisões você que deve tomar e aceitar as consequências também.
Não importa se você errar, falhar, cair, os guias sempre irão te amparar, desde que você confie neles e em Deus e tenha plena certeza de que você está aqui para aprender, seja lá como for.
Confie em você, na sua natureza, e com certeza através dessa confiança seus guias se manifestarão em sua vida naturalmente e com muito poder de realização.
Confie.

Surra do Santo?

Infelizmente nossa religião ainda precisa rever muitos conceitos e valores.
Ainda nos deparamos muito com essa expressão infeliz.
Como se nossos Orixás, mentores e protetores tivessem um perfil vingativo ou educativo.
Como se não tivesse-mos garantido pela espiritualidade superior o LIVRE ARBÍTRIO.
Como se MEDIUNIDADE fosse doença e fossemos obrigados a buscar uma casa, nos desenvolvermos, e atuar mediúnicamente prestando a "CARIDADE" como forma de pagar um débito kármico.
Quantos zeladores de maneira irresponsável usam essa expressão, como forma de fidelizar e aprisionar seus seguidores a casa espiritual?
Quantos usam da expressão" entrei na UMBANDA pela DOR" quando a expressão correta seria "entrei na UMBANDA pela FÉ e pela RAZÃO, resultado de uma escolha baseada em ESTUDO e FORMAÇÃO ESPIRITUAL".
Orixá é AMOR!
Nossos guias tem a missão de nos PROTEGER e CONDUZIR!
E se alguns momentos em nossa atribulada vida nos sentimos abandonados, é nesses momentos que precisamos buscar nos religar a espiritualidade, nos permitindo intuir para que a solução dos problemas nos chegue em forma de socorro e auxílio, na hora certa, no tempo da espiritualidade, que não é o nosso.
Não responsabilize seus guias e mentores pelos seus maus passos, não coloque na conta da espiritualidade o exercício do seu livre arbítrio.
Somos humanos e falíveis, porém em todos os momentos a espiritualidade estará ao nosso lado.
TENHA FÉ!
Os Kiumbas

Kiumbanda ou Magia Negra – São grupos muito pequenos e, por razões óbvias, se mantém escondidos. Leis vindas de evangélicos e ateus não vão detê-los. É tão ridículo quanto achar que criminosos vão entregar suas armas em campanhas de desarmamento. Na Kiumbanda, os magos usam sacrifício de animais em magia negra, utilizando-se da energia e da dor (carga emocional primitiva) para ativar os rituais. Funciona da seguinte maneira. Nos terreiros deste tipo estão os chamados Eguns, ou “fora-da-lei” que trabalham como mercenários, vampirizando a energia vital dos seguidores dos cultos. Ai existe uma espécie de “troca”. Dão algum poder para o chefe (que, na verdade, é só o escravo que arruma mais escravos para a seita) como amarrações, feitiços de proteção, ataques astrais e poderes mínimos enquanto sugam o que conseguem da energia. Os “pais-de-santo” fazem essas macumbas para terceiros e ganham um dinheiro com isso… são basicamente o lixo do lixo astral. Como estas entidades não têm muito poder, precisam de sacrifícios para usar o poder das outras criaturas em seus feitiços e também pedem sacrifícios para usarem a energia para sobreviverem mais.
Estes são os responsáveis pelos restos de animais que vocês vêem nas encruzilhadas, resultados de magias de separação, amarrações ou ataques a outras pessoas. Normalmente são utilizados para alimentar kiumbas que, depois, vão fazer a separação do casal vítima dos feitiços.
Texto de Marcelo Del Debio.
Kiumbas ou Quiumba, são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos que se encontram desajustados perante à Lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio. Aguardando, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente). Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Este baixo astral é uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os Kiumbas se comprazem nisso, já que sentem-se mais fortalecidos.
Os Kiumbas, por não terem leis nem regras, podem se manifestar dentro de uma corrente de Umbanda, cadomblé e demais, quando a conduta for deturpada pelo médium, podendo inclusive tomar o lugar do Exú Guardião de um médium de má conduta mediúnica.
É comum médiuns que trabalham com magia negra, feitiçarias e afins terem afastadas as suas próprias entidades, que atuam somente nas leis de DEUS, e serem substituídas por pseudo-entidades que se apresentam como se fossem as suas entidades, mas são Kiumbas.
Mediunicamente, quando um Kiumba assume a frente da mediunidade de uma pessoa, devido a sua má postura e opção pelo mal propriamente dito, a vida desta pessoa tende a envolver-se de doenças, rebeldias, vícios, deturpação sexual, aversão social e intolerância ao meio, afundando-se em trevas de seus próprios desejos e vaidades.
Como afastar os maus espiritos????
Uma obsessão pode afetar tanto a mente quanto o corpo?
Está demonstrado pela experiência que os Espíritos mal-intencionados não só agem sobre o pensamento, mas, também, sobre o corpo, com o qual se identificam e do qual se servem como se fosse o seu; que provocam atos ridículos, gritos, movimentos desordenados que apresentam todas as aparências da loucura ou da monomania.
Allan Kardec. Revista Espírita, abril de 1862.
As imperfeições morais dão acesso aos espíritos obsessores, e de que o meio mais seguro de livrar-se deles é atrair os bons pela prática do bem. Os espíritos bons são naturalmente mais poderosos que os maus e basta a sua vontade para os afastar, mas assistem apenas aqueles que os ajudam, por meio dos esforços que fazem para melhorarem. Do contrário se afastam e deixam o campo livre para os maus espíritos, que se transformam assim em instrumentos de punição, pois os bons os deixam agir com esse fim.
Os maus Espíritos só estão aonde podem satisfazer a sua perversidade. Para afastá-los, não basta pedir, nem mesmo ordenar que se retirem: é necessário eliminar em nós aquilo que os atrai. Os Espíritos maus descobrem as chagas da alma, como as moscas descobrem as do corpo. Assim, pois, como limpais o corpo para evitar as bicheiras, limpai também a alma das suas impurezas, para evitar as obsessões. Como vivemos num mundo em que os maus Espíritos pululam, as boas qualidades do coração nem sempre nos livram das suas tentativas, mas nos dão a força necessária para resistir-lhes.
Prece – Em nome de Deus Todo-Poderoso, que os maus Espíritos se afastem de mim, e que os Bons me defendam deles! Espíritos malfazejos, que inspirais maus pensamentos aos homens; Espíritos enganadores e mentirosos, que os enganais; Espíritos zombeteiros, que zombais da sua credulidade, eu vos repilo com todas as minhas forças e fecho os meus ouvidos às vossas sugestões, mas peço para vós a misericórdia de Deus. Bons Espíritos, que me assistis, dai-me a força de resistir à influência dos maus Espíritos, e as luzes necessárias para não cair nas suas tramas. Preservai-me do orgulho e da presunção, afastai do meu coração o ciúme, o ódio, a malevolência, e todos os sentimentos contrários à caridade, que são outras tantas portas abertas aos Espíritos maus.
Todo mau pensamento pode ter duas origens: a nossa própria imperfeição espiritual, ou uma funesta influência que age sobre ela. Neste último caso, temos a indicação de uma fraqueza que os expõe a essas influências, e portanto de que a nossa alma é imperfeita. Dessa maneira, aquela que falir não poderá desculpar-se com a simples influência de um Espírito estranho, desde QUE ESSE ESPÍRITO NÃO PODERIA LEVÁ-LO AO MAL, SE O ENCONTRASSE INACESSÍVEL À SEDUÇÃO.
Quando temos um mau pensamento, podemos supor que um Espírito malfazejo nos sugere o mal, cabendo-nos inteira liberdade de ceder ou resistir, como se estivéssemos diante da solicitação de uma pessoa viva. Devemos ao mesmo tempo imaginar o nosso Anjo Guardião ou Espírito Protetor, que por sua vez combate em nós essa influência má, esperando com ansiedade a decisão que vamos tomar. Nossa hesitação em atender ao mal é devida à voz do Bom Espírito, que se faz ouvir pela nossa consciência.
Reconhece-se um mau pensamento quando ele se distancia da caridade, que é à base de toda moral verdadeira; quando vem carregado de orgulho, vaidade e egoísmo; quando a sua realização pode causar algum prejuízo a outra pessoa; quando, enfim,nos propõe fazer aos outros o que não quereríamos que os outros nos fizessem.
Todas as fórmulas são charlatanices; não há nenhuma palavra sacramental, nenhum signo cabalístico, nenhum talismã que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porque eles só são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais.
Allan Kardec
O Livro dos Médiuns
O Evangelho segundo o Espiritismo.
Como Encontrar um Bom Terreiro de Umbanda
Irmãos,
Vamos começar falando, então, para quem ainda não conhece a Umbanda e está com vontade de conhecer e, por ventura, desenvolver sua mediunidade.
O que você deve fazer, em primeiro lugar, é ver se você já conhece alguém que frequente um terreiro. Existem vários tipos de terreiro tocando das mais diversas formas seu ritual e, se você já tem algum tipo de pré-apresentação, isso será ótimo para evitar surpresas desagradáveis. Sim, essas surpresas podem acontecer. Como disse, há diferenças nos ritos e há pessoas que dizem fazer Umbanda para mascarar práticas, digamos, pouco ortodoxas. E, para ser sincero, eu duvido que você não tenha um amigo umbandista, mesmo que às escondidas.
Se você encontrar esse amigo, vá com ele. É uma ótima forma de você não se sentir deslocado e isso facilitará sua vida.
Tendo ou não este amigo, é importante, quando você adentrar em um terreiro pela primeira vez, que você procure algum dos integrantes da casa. Geralmente são as pessoas que estão vestidas de branco. Vá sem vergonha, apresente-se e pergunte como a casa funciona, qual a gira do dia e como você fará para se consultar. É importante que você vá de coração aberto, sem preconceitos e que fique atento aos sentimentos que permearão você. Sentindo-se mal, com um aperto no coração, com vontade de ir embora, simplesmente vá. Aquele lugar não é para você. Se você se sentir bem, continue. Sente-se se houver lugar e observe o que conseguir.
Um terreiro de Umbanda é um lugar onde você encontrará uma série de símbolos, imagens e instrumentos peculiares, como espadas, adagas, lanças. Não se prenda a essas coisas, observe o que você sente. Participe do ritual, bata palmas, cante se conseguir decorar as músicas (que muitas vezes são repetidas várias vezes) e tome seu passe. Depois, quando sair, observe-se.
É sempre importante essa auto observação. Não existem terreiros ruim ou bons, mas existem terreiros que falam ao seu coração ou não. O que falar, é para você, o que não falar, não é, simples assim.
Existe um exemplo muito bom que costumo dar: Nossa casa trabalha de uma forma e atende as pessoas que se afinam com a forma de trabalho dos médiuns e dos Guias. Temos uma casa irmã, ou seja, uma casa que é nossa parceira, onde nós buscamos auxílio quando necessário e para quem oferecemos auxílio quando necessário. Somos irmãos, somos amigos, mas tocamos Umbandas diferentes e as pessoas que vão nessa casa, provável -mente não se adaptariam à nossa, assim como os nossos assistentes provavelmente não se adaptariam à outra casa. Isso é saudável e importante para a Umbanda: se todas as casas fossem iguais, não atenderíamos a um número muito grande de pessoas e o mais importante a caridade, a mensagem, não seria passada.
Outra coisa importante: a Umbanda, a despeito do que possa parecer, não é milagreira. É uma religião que busca trazer o autoconhecimento, a evolução moral e isso depende, sempre, de cada um dos envolvidos. Falar de um problema é a primeira etapa para resolvê-lo e, se você não quiser falar, o Guia respeitará seu livre arbítrio.
Tendo tudo isso em mente, vá para o seu passe. Vá com calma, observe a tudo e observe-se. Como disse, se você não gostou do que viu, não julgue o lugar ou o trabalho realizado, o trabalho só não é para você, mas pode ser que ajude um monte de outras pessoas. Se você gostou, continue frequentando.
Outra coisa importante: não se impressione se um Guia te disser que você é médium. Todos os seres humanos são, isso não é algo diferente, é o comum.
No mais, aproveite a oportunidade!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

ORIGEM E NATUREZA DO PERISPÍRITO:

Não é na matéria que iremos encontrar a origem do perispírito, pois, "ao elemento material é necessário ajuntar o fluido universal, que exerce o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o Espírito possa exercer alguma ação sobre ela." (1).
Sendo o perispírito "o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito", (2). Podemos concluir sem sombra de dúvida, que é no fluido universal, que temos a sua origem.
Isto não quer dizer que todos os perispíritos são iguais, pois é "do meio ambiente", que o Espírito tira o fluido universal, por isso "esse invólucro varia de acordo com a natureza dos mundos." (3).
É por isso que "o perispírito em certos mundos mais adiantados que a Terra é menos compacto, menos pesado, menos grosseiro, e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes." (4). A cada degrau que o Espírito sobe na escada da evolução, seu perispírito "vai desmaterializando-se", até que se "acaba por se confundir com o Espírito." (5).
Na questão 186 de "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec, pergunta:
"Haverá mundos onde os Espíritos, deixando de revestir corpos materiais, só tenham por envoltório o perispírito?
- Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros." (6).
Sabemos também que o perispírito é "semi-material": quer dizer, um meio termo entre a natureza do Espírito e o corpo. (7). Quanto à natureza íntima podemos dizer que "contém ao mesmo tempo eletricidade, fluido magnético, e até um certo ponto, a própria matéria inerte." (8).
Qual a forma do perispírito?
Gabriel Delanne no livro "A Evolução Anímica", afirmou que o perispírito, "tem forma determinada e é indestrutível, podemos conceber-lhe modificações sucessivas de movimento atômico, correspondendo a modificações e complicações cada vez maiores, no seu modus operandi. Por outras palavras, vale dizer que começando por organizar formas rudimentaríssimas, pode, após uma longa evolução de milhões de anos e de inumeráveis reencarnações, dirigir organismos mais e mais delicados e aperfeiçoados, até chegar aos humanos." (9).
Quase cem anos passados após esta conclusão de Delanne, temos nas pesquisas atuais com a bioenergia, uma confirmação do que disse o sábio francês.
Também devemos levar em consideração o princípio vital, pois é ele, "o princípio da vida material e orgânica" (10), porém é necessário discernir a causa e o efeito, para que não haja confusões na interpretação dos fatos, pois, "o princípio vital, sozinho, não é a vida. Para haver vida é necessário sua união com a matéria." (11).
Segundo Léon Denis "o perispírito comunica-se com a alma através de correntes magnéticas e, com o corpo, por meio de fluido vital e do sistema nervoso, que lhe serve, de certa forma, de transmissor." (Synthèse Spiritualiste Doctrinale et Pratique) (12).
Da relação do fluido vital com o sistema nervoso, surge como resultado a força vital, mas se formos por este caminho seremos atropelados pelas palavras que se multiplicam assustadoramente com o passar do tempo, tanto é, que a força vital foi "denominada: força nêurica, por Barthez; força psíquica, por William Crookes; força ódica, por Reichembach; fluido magnético, por defensores do magnetismo; e influxo nervoso, pela medicina clássica." (13).
Se o Espírito não pode entrar em contato direto com o corpo, também "o perispírito etéreo como é, sem o fluido vital, não poderia atuar sobre o corpo físico. Com o princípio vital a matéria torna-se animalizada, isto é, viva." (14).
Sendo o sistema nervoso as vias de circulação do fluido vital, sua quantidade "varia segundo as espécies de seres vivos e varia também individualmente. Há indivíduos saturados desse fluido, enquanto outros o possuem em quantidade apenas suficiente. Daí, para os primeiros, vida mais ativa, superabundante." (15).
A renovação do fluido vital é efetuada "pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm ou nele se transformam." (16). Exemplo: a alimentação, o ar, a energia solar.
Sendo o perispírito também constituído de memória, sua descoberta pela ciência, deve-se à mudança de conceitos adquiridos, através das pesquisas contemporâneas, tanto no campo da Física, como da Parapsicologia. A Física que pode ser considerada a mãe das ciências; que durante séculos combateu aqueles que acreditavam na transcendência da matéria, hoje mudou com o aperfeiçoamento da tecnologia, a começar pela "descoberta da estrutura do átomo, a teoria da relatividade de Einstein e o princípio da incerteza de Heisemberg" que "puseram por terra as definições tradicionais de matéria, do espaço e de tempo. Como se descobriu, os átomos sólidos na verdade eram constituídos de várias partículas, com espaços relativamente grandes entre elas." (17).
Daí que, "um número crescente de cientistas está reconsiderando esses fenômenos paranormais a partir de uma perspectiva menos preconceituosa." (18).
A dra. Gertrude Schmeidler, prof. de Psicologia da Universidade da Cidade de Nova York, que também é uma proeminente pesquisadora do paranormal diz que "gradualmente, mesmo com relutância, a comunidade científica parece estar aceitando o fato de que há provas da existência da P.E.S (Percepção Extra Sensorial)." (19).
O dr. Brian Josephson, laureado com um prêmio Nobel em Física, diz que está "99 por cento convencido" da realidade do fenômeno PES, e reconhece "que há muitas pessoas que se recusam a aceitar essas evidências. Mas também é claro que jamais se pode satisfazer um cético, a menos que o envolvamos diretamente num experimento – e, obviamente, não podemos fazer isso com todos os céticos do mundo." (20).
O dr. John Hasted, da Universidade de Londres, admite para a explicação do fenômeno paranormal, a existência de universos múltiplos. (21).
O físico David Bohm, da Universidade de Londres, "sugeriu que todas as substâncias – desta página às galáxias – são ilusórias, emergindo de uma ordem mais primária do Universo" (22). Só faltou ao dr. David Bohm, dizer que toda realidade Universal, tem como origem a Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, isto é: Deus.
O dr. Karl Pribam, neuropsicólogo da Universidade de Stanford, chegou a seguinte conclusão: "Me ocorre como uma forte possibilidade que o nosso cérebro constrói matematicamente a realidade interpretando frequências vindas de uma dimensão que transcende o tempo e o espaço." (23).
A conclusão semelhante chegou o dr. J.B. Rhine, nas pesquisas que fez no laboratório de parapsicologia da Universidade de Duke (USA), quando disse que a mente não é física.
Mais adiante adverte o dr. Pribam: "É claro que eu não estou querendo dizer que o mundo das aparências esteja errado. Ao atravessarmos uma rua, é melhor que prestemos atenção aos carros. Mas há razões para que pensemos que existe uma outra realidade, onde o tempo e o espaço não existem. Para mim, isso sugere que algumas das experiências místicas que as pessoas vêm relatando há milênios começam a fazer sentido do ponto de vista científico." (24).
Podemos dizer que "o físico moderno, este grande "místico" da ciência, vem oferecendo maior soma de válidas equações ao panorama da pesquisa espírita." (25).
Encerraremos com as palavras de Gabriel Delanne: "O perispírito não é concepção filosófica imaginada para dar conta dos fatos, é um órgão indispensável à vida física, RECONHECÍVEL PELA EXPERIMENTAÇÃO." (26).
Bibliografia:
(1) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Tradução de José Herculano Pires, 2ª edição, pág. 61, Q.27.
(2) Idem, pág. 25.
(3) Idem, pág. 143, Q. 257, item 7.
(4) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, tradução Guillon Ribeiro, 30ª edição, FEB, cap. 4, pág. 24.
(5) Idem
(6) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Trad. J. Herculano Pires, 2ª edição, FEESP, pág. 114, Q. 186.
(7) Idem, pág. 97, Q. 135.
(8) Idem, pág. 141, Q. 257, 2º item.
(9) A Evolução Anímica, Gabriel Delanne, FEB, 4ª edição, 1976, cap. I, pág. 55.
(10) Perispírito e Princípio Vital, Helena M. Craveiro Carvalho, LAKE, 1ª edição, pág. 6, Q. 28. (11) Idem, Q. 29.
(12) Antologia do Perispírito, José Jorge, Instituto Maria, 1ª edição, pág.151.
(13) Evolução Anímica, Gabriel Delanne, FEB, 4ª edição, pag. 159.
(14) Perispírito e Princípio Vital, Helena M. Craveiro Carvalho, LAKE, 1ª edição, pág. 6, Q.33. (15) Idem, pág. 7, Q. 43.
(16) Idem, pág. 7, Q. 44.
(17) Revista Ciência Ilustrada, A Parapsicologia à Luz da Física, Laurence Cherry, Editora Abril, nº 4, novembro/dezembro/82, pág. 99.
(18) Idem, pág. 98.
(19) Idem, pág. 99.
(20) Idem, pág. 100.
(21) Idem.
(22) Idem, pág. 101.
(23) Idem.
(24) Idem.
(25) Correlações Espírito-Matéria, Jorge Andréa, Editora Samos, 1ª edição, 1984, pág. 11.
(26) A Evolução Anímica, Gabriel Delanne, FEB, 4ª edição, 1976, pág. 46.
Bernardino da Silva Moreira – A Era do Espírito.
LEI DO TRABALHO » Necessidade do trabalho

674. A necessidade do trabalho é lei da Natureza?
“O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos.”
675. Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?
“Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.”
676. Por que o trabalho se impõe ao homem?
“Por ser uma conseqüência da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao que é muito fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, para suprir essa limitação; mas é sempre um trabalho.”
677. Por que provê a Natureza, por si mesma, a todas as necessidades dos animais?
“Tudo na Natureza trabalha. Como tu, trabalham os animais, mas o trabalho deles, bem como sua inteligência, se limita ao cuidado da própria conservação. Daí vem que do trabalho não lhes resulta progresso, ao passo que o do homem visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade, e o eleva acima de si mesmo. Quando digo que o trabalho dos animais se limita ao cuidado da própria conservação, refiro-me ao objetivo com que trabalham. Entretanto, provendo às suas necessidades materiais, eles se constituem, inconscientemente, executores dos desígnios do Criador e, assim, o trabalho que executam também concorre para a realização do objetivo final da Natureza, se bem quase nunca lhe descubrais o resultado imediato.”
678. Nos mundos mais aperfeiçoados, os homens se acham submetidos à mesma necessidade de trabalhar?
“A natureza do trabalho está em relação com a natureza das necessidades. Quanto menos materiais são estas, menos material é o trabalho. Mas não deduzais daí que o homem se conserve inativo e inútil. A ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.”
679. Achar-se-á isento da lei do trabalho o homem que possua bens suficientes para lhe assegurarem a existência?
“Do trabalho material, talvez; não, porém, da obrigação de tornar-se útil, conforme aos meios de que disponha, nem de aperfeiçoar a sua inteligência ou a dos outros, o que também é trabalho. Aquele a quem Deus facultou a posse de bens suficientes a lhe garantirem a existência não está, é certo, constrangido a alimentar-se com o suor do seu rosto, mas tanto maior lhe é a obrigação de ser útil aos seus semelhantes, quanto mais ocasiões de praticar o bem lhe proporciona o adiantamento que lhe foi feito.”
680. Não há homens que se encontram impossibilitados de trabalhar no que quer que seja e cuja existência é, portanto, inútil?
“Deus é justo; só condena aquele que voluntariamente tornou inútil a sua existência, porquanto esse vive a expensas do trabalho dos outros. Ele quer que cada um seja útil, de acordo com as suas faculdades.” (643)
681. A lei da Natureza impõe aos filhos a obrigação de trabalharem para seus pais?
“Certamente, do mesmo modo que os pais têm que trabalhar para seus filhos. Foi por isso que Deus fez do amor filial e do amor paterno um sentimento natural. Foi para que, por essa afeição recíproca, os membros de uma família se sentissem impelidos a ajudarem-se mutuamente, o que, aliás, com muita freqüência se esquece na vossa sociedade atual.” (205)
O Livro dos Espíritos » Parte Terceira - Das leis morais » Capítulo III
Lembre -se :
DAI DE GRAÇA AQUILO QUE DE GRAÇA RECEBESTE;
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OS ELEMENTAIS:
Os elementais são seres singulares, multiformes, invisíveis, sempre presentes em todas as atividades da Natureza, além do plano físico. São veículos da vontade criadora, potencializadores das forças, leis e processos naturais. Sua existência é constatada por muitos e ignorada pela maioria. Em síntese, podemos dizer que eles são os executores das manifestações do instinto entre os animais, levando-os a agir desta ou daquela maneira, sendo essa, uma de suas mais úteis e interessantes tarefas.
Os povos antigos se referiram a eles no passado, e milhares os viram e ainda os vêem, quando são videntes, ou quando exteriorizados dos corpos físicos (emancipação da alma); e farta é a literatura espiritualista que os noticia; e no próprio Espiritismo, há referências sobre eles, que são, aliás, figuras vivas e familiares aos médiuns videntes e de desdobramento. Sobre referências no Espiritismo vamos encontrar nas questões 536 a 540 do O Livro dos Espíritos, "a ação dos Espíritos sobre os fenômenos da Natureza".
A ação dos elementais.
No livro O Centro Espírita, de J.Herculano Pires, pg.105, capítulo 12, que fala sobre o fim do mundo, há um trecho onde Herculano Pires afirma:
“... os fisiólogos gregos sabiam disso, e quando Tales de Mileto se referia aos deuses que enchiam o mundo, em todas as suas dimensões, afirmava o princípio espírita de que a estrutura planetária, em seus mínimos detalhes, é controlada pelos Espíritos incumbidos da manutenção da Terra, desde os simples elementais (ainda em evolução para a condição humana), até os Espíritos Superiores, próximos da Angelitude, que supervisionam e orientam as atividades telúricas”.
Encontramos ainda, no Livro Atualidade do Pensamento Espírita, pelo Espírito de Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, (edição 1999) a pergunta de número 63:
"O Espiritismo ensina que os Espíritos governam o clima da Terra utilizando para isso Entidades - os elementais da Teosofia - as quais, segundo algumas fontes, habitam os bosques, os campos naturais e as florestas virgens. Haverá alguma relação entre desmatamento, seca e elementais? Em caso afirmativo, para onde vão esses Espíritos quando se dá o desmatamento?"
R. : "Todo desrespeito à vida é crime que se comete contra si mesmo. Aquele que é direcionado à Natureza constitui um gravame terrível, que se transforma em motivo de sofrimento, enfermidade e angústia, para quantos se levantam para destruir, particularmente dominados pela perversidade, pelo egoísmo, pelo vandalismo, pelos interesses pecuniários ...
Naturalmente, essas Entidades, que são orientadas pelos Espíritos Superiores, como ainda não dispõem de discernimento, porque não adquiriram a faculdade de pensar, são encaminhadas a outras experiências evolutivas, de forma que não se lhes interrompa o processo de desenvolvimento".
Os elementais encontram-se em toda parte: na superfície da terra, na atmosfera, nas águas, nas profundidades da sub-crosta, junto ao elemento ígneo. Invisíveis aos olhares humanos, executam infatigável e obscuramente um trabalho imenso, nos mais variados phpectos, nos reinos da Natureza, junto aos minerais, aos vegetais, aos animais e aos homens.
A forma desses seres é muito variada, mas quase sempre aproximada da forma humana. O rosto é pouco visível, ofuscado quase sempre pelo resplendor energético colorido que o envolve. Os Centros de Força que, no ser humano são separados, nos elementais se juntam, se confundem, se somam, formando um núcleo global refulgente, do qual fluem inúmeras correntes e ondulações de energias coloridas tomando formas de asas, braços, cabeças...
Os elementais naturais formam agrupamentos inumeráveis compreendendo seres de vida própria, porém essencialmente instintiva que vão desde os micróbios, de duração brevíssima, até os chamados Espíritos da Natureza, que são agrupados nos Reinos, sob os nomes de Gnomos (elementais da terra), Silfos (elementais do ar), Ondinas (elementais das águas) e Salamandras (elementais do fogo) e todos eles interessam aos trabalhos mediúnicos do Espiritismo.
Os Gnomos cuidam das florestas - matas - dos desertos - regiões geladas, protegem os animais e produzem fenômenos naturais sob a supervisão de Espíritos.
As Ondinas, cuidam dos mares - das águas e fenômenos naturais ligados as águas.
Os Silfos, dos ventos - furacões .
As Salamandras, a tudo que se relacione com fenômenos naturais ligados ao fogo.
Conselho Doutrinário
Bibliografia:
- O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
- O Centro Espírita - J.Herculano Pires
- Mediunidade - Edgard Armond-
- Atualidade - Divaldo P.Franco
http://www.nossolar.org.br/- Luz, Amor e Paz a Todos
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DAI DE GRAÇA AQUILO QUE DE GRAÇA RECEBESTE;
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