domingo, 19 de abril de 2015

Morte?

 Qual é a situação da alma imediatamente após a morte do corpo? Ela tem instantaneamente a consciência de si mesma? Em uma palavra, o que ela vê? O que ela sente?

— No momento da morte, inicialmente tudo é confuso; a alma necessita de algum tempo para se reconhecer; ela está como que aturdida, no mesmo estado de um homem saindo de um profundo sono e que procura tomar ciência da sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado vão voltando à medida que
se desfaz a influência da matéria que ele acaba de deixar, e se dissipa a espécie de nevoeiro que obscurece seus pensamentos.
A perturbação que se segue à morte é muito variável em sua duração, ela pode ser de apenas algumas horas, como de vários dias, de vários meses e mesmo de vários anos. Ela é menos longa para aqueles que, em vida, se identificaram com o seu estado futuro, porque eles compreendem imediatamente a sua situação, no entanto é mais longa para o homem que viveu mais materialmente.
A sensação que a alma sente nesse momento também é variável; a perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem, ela é calma e em tudo semelhante à que acompanha um despertar pacífico.
Para aquele cuja consciência não está pura, e que se acha mais ligado à vida corporal que à espiritual, ela é plena de ansiedade e de angústias que aumentam à medida que ele se reconhece; porquanto é tomado pelo medo e por uma espécie de terror em presença do que vê, e principalmente do que entrevê.
A sensação, que se poderia chamar de física, é a de um grande alívio e de um imenso bem-estar; sente-se como livre de um fardo e muito feliz por não sentir mais as dores corporais que o atormentavam poucos instantes antes, por se sentir livre, desembaraçado e alerta como aquele a quem se acabou de arrancar de um penoso cativeiro.
Em sua nova situação, a alma vê e entende o que via e entendia antes da morte, mas vê e entende ainda mais coisas que escapam à grosseria dos órgãos corporais; ela tem sensações e percepções que nos são desconhecidas. (Revista Espírita, 1859, p. 244, “Morte de um espírita”; idem, 1860, p. 332, “O despertar de
um espírito”; idem, 1862, pp. 129 e 171, “Exéquias do Sr. Sanson”.)
Observação. Estas respostas, e todas aquelas que são relativas à situação da alma após a morte ou durante a vida, não são o resultado de uma teoria ou de um sistema, mas de estudos diretos feitos sobre milhares de espíritos observados em todas as fases e em todos os períodos da sua existência espiritual, desde o mais baixo até o mais alto grau da escala, segundo seus hábitos durante a vida terrestre, seu gênero de morte, etc. Diz-se freqüentemente, falando da vida futura, que não se sabe o que ali se passa, porque ninguém voltou de lá; é um erro, já que são precisamente aqueles que ali se acham que vêm nos instruir, e Deus o permite atual mente, mais do que em qualquer outra época, como última advertência dada à incredulidade e ao materialismo.
Extraído do livro "O que é o Espiritismo"

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sábado, 14 de fevereiro de 2015

CARNAVAL - MENSAGEM DE EMANUEL
PSICOGRAFIA DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
(ESTA É A VERDADEIRA VISÃO ESPÍRITA SOBRE O CARNAVAL)
Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza, entre as sociedades, que se pavoneiam com o título de civilização.
Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos, de indisciplina sentimental e moral, o largo acesso das forças das trevas, nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas, por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseuda-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Porque protelar essa ação necessária, das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem ?
Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosa opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos; mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer, com isso, um eloquente atestado de sua miséria moral.
Emmanuel
Mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, em julho de 1939.
(Encartado na Revista Internacional de Espiritismo, em janeiro de 2001 - pág. 565 e 566 – Editora “O Clarim”)
* Atentem bem que essa mensagem é do ano de 1939, onde o carnaval comparado ao que é hoje era brincadeira de criança. Mas é uma mensagem atemporal e que veio para ficar como alerta para os tempos que se sucederiam. E na atualidade os espíritos demonstram como tudo piorou bastante, basta lermos a obra do espírito Manoel Philomeno de Miranda, NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA, psicografada pela mediunidade, também abençoada, de Divaldo Pereira Franco.
Pessoal, essa é a visão Espírita sobre o carnaval, através de várias obras e de um espírito do quilate de Emannuel, então não arrumemos desculpas para operar em cada um de nós, a tão sonhada Reforma Íntima. Nós como Espíritas temos o dever de não propagar festa tão nefasta!
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

QUE SÃO OVOIDES?
Entende-se por ovoide a atrofia ou retração (encolhimento) do corpo espiritual (perispírito) de espíritos humanos (desencarnados) provocada por uma ideia fixa e doentia ("monoideísmo") e auto-hipnotizante, como ódio e vingança principalmente, que acaba realizando uma vibração de baixa frequência que, com o passar dos anos, produz uma deformação progressiva no seu corpo espiritual ou perispírito. Um de muitos exemplos é o caso aborto. Não são todos os casos, mas se o abortado não perdoar a mãe que o rejeitou, ele poderá se tornar um ovoide obsessor na vida dela.
Esta forma pensante contínua e constante de maneira desequilibrada gera uma energia que gira sempre de maneira igual e repetida pelo mesmo pensamento desequilibrado. Ao vibrar repetidamente na mesma frequência e em desequilíbrio com a Lei Cósmica Universal, gera este circuito arredondado que o vai deformando e tornando-o "ovoide ".
Quando o espírito fica na forma ovoide, ele se vincula (adere) obsessivamente às próprias vítimas como parasitas e, suas vítimas, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, graças aos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio, ódio voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro, através de ondas mentais incessantes. Os ovoides sugam as energias do obsidiado podendo levá-lo a morte.
Os ovoides só serão recuperados na forma humana normal quando mudarem sua vibração ou pensamento e em muitos casos eles são tão persistentes no monoideísmo auto-hipnotizante que só serão recuperados reencarnando. No caso de não se esforçarem para melhorarem, eles serão encaminhados para reencarnação compulsória (obrigatória), na primeira oportunidade.
Compilação de Rudymara
Leiam o livro Evolução em dois mundos e Libertação de André Luiz
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A FORÇA ESPIRITUAL EXU E OS SETE REINOS SAGRADOS

dark-ritual
Hoje continuaremos a escrever e estudar sobre Exu na visão doutrinária do Núcleo Mata Verde.
Este é um assunto muito complexo e por isso bastante polêmico; neste artigo estaremos levantando mais uma pontinha do véu.
Assim como a força dos Orixás  é sentida através de sua manifestação na natureza, a força espiritual exu também  é percebida através de sua manifestação na natureza.
Neste texto estaremos designando o orixá Exu como “força espiritual exu”, neste caso estamos tratando sobre o orixá primordial Exu.
Já tivemos oportunidade de apresentar três textos que trataram do Exu como espíritos trabalhadores da umbanda.
Também nos demais textos abordamos as diferenças existentes entre:
Exu na Quimbanda,
Exu na Umbanda e
Exu no culto de Nação.< /strong>
Já sabemos que, embora sejam conhecidos pelo mesmo nome, são conceitos totalmente diferentes.
Para que possamos continuar nos aprofundando no assunto em questão, recomendamos que leiam os textos anteriores:
EXU E OS SETE REINOS SAGRADOS – http://www.blog.mataverde.org/archives/1360
EXU PAGÃO E EXU DE LEI – http://www.blog.mataverde.org/archives/1131
EXU O GUARDIÃO DO TEMPLO – http://www.blog.mataverde.org/archives/1064
É altamente recomendável que você já tenha algum conhecimento sobre a doutrina dos Sete Reinos Sagrados.
Entre os vários artigos publicados neste Blog, recomendamos também a leitura dos textos:
AS SETE FORÇAS PRIMORDIAIS E AS SETE LINHAS DA UMBANDA –
FORÇAS ATIVAS E PASSIVAS –
Caso ainda não conheça a doutrina dos sete reinos sagrados, recomendamos que faça osCURSOS oferecidos no portal de ensino a distância do Núcleo Mata Verde –www.ead.mataverde.org.
Feito estas considerações preliminares, vamos iniciar nosso estudo sobre a “força espiritual exu”.
Sabemos que o criador se manifesta em nossas vidas através das diversas hierarquias espirituais existentes.
Estas hierarquias espirituais, comandadas pelos orixás primordiais, dão origem às sete forças primordiais, aos sete reinos sagrados e as sete linhas da umbanda.
As sete hierarquias espirituais primordiais é que dão a sustentação a todo o universo.
Estes são os sete reinos sagrados e os respectivos orixás regentes:
1)Reino do Fogo – regido por Ogum
2)Reino da Terra – regido por Xangô
3)Reino do Ar – regido por Iansã
4)Reino das Águas – regido por Iemanjá
5)Reino das Matas – regido por Oxossi
6)Reino da Humanidade – regido por Oxalá
7)Reino das Almas – regido por Omulu

Conforme já estudamos no texto EXU E OS SETE REINOS SAGRADOS, não existe um Reino especifico para o orixá Exu, pois exu se manifesta em todos os reinos.

O que é Exu?
A palavra EXU é de origem africana, originária do idioma Yorubá e seu significa é ESFERA.
EXU chegou até a umbanda através dos cultos de Nação, da mesma forma que os demais orixás, pois é uma divindade do panteão nagô e em algumas situações é interpretado como o “criado” dos orixás, ou o intermediário entre os Orixás e os Homens.
Também é de conhecimento de todos que a “força espiritual exu” é responsável por todas as encruzilhadas.
Popularmente é sabido que Exu é aquela “força espiritual” que se encontra mais próxima dos homens, também é considerada a “força espiritual” responsável pelo vigor e vitalidade.
É o Orixá guardião das aldeias, cidades, casas e Terreiros.
No culto de Nação, Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Iná (reverenciado na cerimônia do padê).
Após estes conceitos tradicionais sobre o Exu Orixá, ou força espiritual primordial iremos agora apresentar o conceito de Exu na visão doutrinária dos Sete Reinos Sagrados.
Vamos destacar algumas considerações sobre exu:
Exu é o criado do orixá, ou seja, para cada orixá existe um exu que faz a intermediação.
Exu como intermediário entre o Orun e o Aiye.
Exu como guardião das entradas.
Exu como senhor das encruzilhadas.
Exu responsável pela vitalidade e vigor.
Estas características de exu já são suficientes para iniciarmos nossos estudos.
Lembrando que neste artigo não estamos tratando daqueles espíritos, que viveram na Terra, e que agora trabalham na quimbanda ou na umbanda e recebem a denominação de exus; estamos estudando a força espiritual primordial que é conhecida por ORIXÁ PRIMORDIAL EXU.

O Primeiro Exu
Faremos este estudo utilizando algumas imagens.
No principio existia somente o Orun, o mundo espiritual, o extra-físico que dentro da doutrina dos sete reinos sagrados é representado pelo REINO DAS ALMAS.
Iniciaremos este estudo, portanto, com o Reino das Almas, que será representado pelo circulo preto, que é a cor deste reino.
reino_almas
Em determinado momento, houve o Fiat Lux que significa “Faça-se a Luz” ou “Haja Luz”.
Deus criou o mundo!
É neste momento que surge o universo material que conhecemos.
É a grande explosão inicial, o “Big Bang”.
Na doutrina dos Sete Reinos Sagrados este momento da criação é representado pelo primeiro reino, o Reino do Fogo que tem a cor vermelha; também é neste instante da criação, na passagem do Orun para o Aiyê, que verificamos a primeira  manifestação do primeiro orixá primordial Exu a “energia espiritual Exu”.
A imagem abaixo representa o momento da criação do universo material.
reino_fogo_almas

Observe na imagem abaixo que na passagem de um reino para o outro temos a primeira encruzilhada de Exu.
reino_fogo_almas_encruzilhada
A energia espiritual da passagem é que chamamos de exu.
Repare nas cores dos reinos envolvidos nesta primeira manifestação de exu, são a preta e a vermelha, cores muito utilizadas na umbanda para representar Exu.
A “força espiritual exu” por estar na passagem do Orun para o Aiye é o elo entre a matéria e o espírito, entre os homens e os orixás.
O estudante também já sabe que os sete reinos sagrados formam uma sequência  onde o sétimo e último reino é o reino das almas, na sequencia retornando o primeiro reino que é o reino do fogo, portanto a energia espiritual exu é, ao mesmo tempo, a primeira e a última energia do ciclo das sete forças primordiais.
“Assim o mais novo dos orixás,
O que era saudado em último lugar,
Passou a ser o primeiro a receber os cumprimentos.
O mais novo foi feito o mais velho.
Exu é o mais velho, é o decano dos orixás”. (PRANDI, 2002. p. 43-44)
A “força espiritual exu” é mais intensa sempre nos lugares de entrada ou saída (nas passagens), seja na praia, nas matas, no cemitério etc...
Quando entramos em uma residência (entrada) ou quando entramos num Terreiro (tronqueira) estaremos atravessando uma região onde a energia espiritual exu vibra com muita intensidade.
Importante chamar a atenção que a força espiritual exu  no exemplo acima, não pertence nem ao reino das almas e nem ao reino do fogo, pois sua ação se processa  na transição dos reinos.

A Ligação do orun com o Aiye
Ficou claro que exu é a força de liga= 3�ão entre o Orun e o Aiye, entre o mundo espiritual e o mundo material.
Como existem sete reinos, temos portanto sete exus (forças espirituais) vinculadas a cada um dos reinos.
Também existem exus nas mudanças entre os reinos.
Exemplificaremos com o reino do fogo:
Fogo-Fogo  – É a força espiritual exu do próprio reino
Fogo-Terra – transição entre o reino do fogo e o reino da terra
Fogo-Ar – transição entre o reino do fogo e o reino do ar
Fogo-Água – transição entre o reino do fogo e o reino da água
Fogo-Matas – transição entre o reino do fogo e o reino das matas
Fogo-Humanidade – transição entre o reino do fogo e o reino da humanidade
Fogo-Almas – transição entre o reino do fogo e o reino das almas
Como temos sete reinos teremos então vinte e oito (28) “forças espirituais exus”, sendo sete (7) vinculadas a cada reino e vinte e uma (21) das transições dos reinos.

Exu energia vital
Quando estudamos a estrutura da matéria, conforme a doutrina dos sete reinos sagrados, temos a seguinte configuração:
Corpo físico (massa) – manifestação material
Corpo etérico (campo eletromagnético) – manifestação material
Corpo estrutural  (campo mento-emocional – corpo espiritual) – manifestação espiritual
Espírito (essência espiritual) – manifestação espiritual
O elo entre o corpo etérico e o corpo espiritual é a “força espiritual exu”, sendo desta forma o elemento da vitalidade do corpo humano.
estrutura_espiritual
Para um melhor entendimento recomendamos que leia os artigos:
ESTRUTURA DA MATÉRIA – AIYÊ E ORUN – http://www.blog.mataverde.org/archives/688
A MATÉRIA E O ESPÍRITO – http://www.blog.mataverde.org/archives/340

Exu e a polaridade
Como a “força espiritual exu” existe sempre nas passagens, nas mudanças; fica fácil perceber que esta energia existe e se manifesta quando existem polaridades.
É de certa forma e força responsável pelo equilíbrio da polaridade, equilíbrio dos opostos.
Luz e trevas
Verdade e mentira
Espírito e matéria
Certo e errado
Homem e mulher (energia sexual)
Frio e quente
Amor e ódio
Riqueza e pobreza
Saúde e doença
Vida e morte
Guerra e paz
Construir e destruir
Liberdade e prisão
Dentro e fora

É Perigoso manipular esta força?
Como qualquer força espiritual, sempre é preciso muito cuidado e conhecimento.
Por ser uma força que dá o equilíbrio entre situações antagônicas, sempre será necessário muito cuidado ao ativar uma destas forças.
Uma pessoa, sem os conhecimentos necessários, poderá querer estimular a “força espiritual exu” para obter o amor e poderá obter o ódio.
Ao querer a riqueza poderá desequilibrar a polaridade e obter a pobreza.
Ao querer  a saúde poderá piorar a doença; ao invés da vida obterá  a morte.
Ao pensar estar trabalhando para a Luz estará preso pelas trevas.

Há um mito, no qual Exu vinga-se por causa de um ebó feito com displicência.
De acordo com o mito, um lavrador que precisava de chuvas para irrigar seus campos secos ofereceu um ebó para Exu.
No entanto, preparou-o de forma displicente, apimentando-o e deixando Exu com muita sede. Com sede, Exu, abriu a torn eira da chuva, fazendo com que a água jorrasse incessantemente, inundando e pondo em risco toda a colheita.
Após refazer o ebó cuidando para que a comida estivesse no ponto, Exu o aceita e estanca a chuva.
Dentre os diversos mitos sobre Exu podemos concluir que:
“São muitas as tramóias de Exu.
Exu pode fazer contra,
Exu pode fazer a favor.
Exu faz o que faz, é o que é”.

Os Guardiões que trabalham na umbanda são especialistas e “senhores do conhecimento” no uso e movimentação desta força espiritual.

Exu o senhor do umbral
Segundo o dicionário Aurélio a palavra umbral foi tomada do espanhol e significa soleira, limiar, entrada, ou seja, a faixa mínima de piso que se acha entre as laterais de uma porta, portão ou passagem, e serve de limite entre um cômodo e outro numa construção.
É muito comum, entre os espíritas, o conceito de umbral que foi introduzido através das obras de André Luiz.
Seria uma zona intermediária entre a matéria e o mundo espiritual mais elevado.
A palavra Umbral, escrita com letra maiúscula, como o fez André Luiz no livro Nosso Lar, tomou significado especial, principalmente entre os espíritas, designando a região espiritual imediata ao plano dos encarnados, para onde iriam e onde estariam todos os espíritos endividados, perturbados e desequilibrados depois da vida.
É uma região intermediária para ajustamento espiritual, onde existe muito sofrimento, mas inevitável para que o espírito possa passar para planos mais elevados.
Como acabamos de estudar acima, é esta uma região onde vibra a “força espiritual exu”.
Exu é portanto o Guardião do Umbral.

Os Guardiões da Umbanda
Como já estudamos, nos diversos textos publicados aqui no Blog, existem espíritos que trabalham na vibração de exu, da mesma forma que existem espíritos que trabalham nas vibrações dos orixás e que chamamos de hierarquias espirituais.
Os exus (espíritos) sempre estarão vinculados a esta “força espiritual exu”, conforme estudamos acima.
São chamados de Guardiões por estarem sempre nas entradas ou nas saídas ou nos momentos de mudança.
Existem aqueles ligados as forças da vitalidade, da energia sexual, na morte (saída para o orun) ou no nascimento (entrada para a vida).

A Hora de Exu
Existe alguma hora que esta força vibre com mais intensidade?
Sabemos que para exu não existe hora nem lugar, mas podemos entender com facilidade que existe um momento do dia onde esta “força espiritual exu” vibra com mais intensidade.
É na hora da passagem de um dia para o outro; na hora quando um dia termina e outro dia começa.
É a meia noite!
Esta é a hora de Exu!

Ativando a energia exu
É possível intensificar esta força espiritual existente na natureza.
Na doutrina dos Sete Reinos Sagrados manipulamos esta força espiritual sempre que é necessário utiliza-la na proteção, ou na recuperação da saúde.
Por ser uma força espiritual  muito abundante na natureza e ainda muito mal entendida, este conhecimento somente é passado dentro do templo aos iniciados.
Mas a base de sua movimentação é a polaridade.

Não esgotamos o assunto, e sabemos que existe muita coisa ainda a ser estudada sobre esta energia maravilhosa que é exu.
Mesmo os tópicos que abordamos, poderão ser melhor desenvolvidos em outros textos.
Laroyê Exu!
Saravá!

São Vicente, 15/01/2015
Manoel Lopes

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015


Tipos de Mediunidade

tipos_de_mediunidade_1

O QUE É A MEDIUNIDADE?

Para resumir, a mediunidade é a sensibilidade ao extrafísico. É a capacidade que a nossa porção energia (que é a própria alma) tem de captar outras energias de natureza não física.
Vou resumir alguns sinais de despertar focando apenas nos aspectos positivos do aflorar:
> Intuição para fazer ou não fazer algo e depois de feito saber que a intuição estava certa;
> Sonhos reveladores, que de certa forma conduzem suas atitudes para novos caminho, de prevenção de problemas ou de melhores resultados em todas as áreas da sua vida;

TIPOS DE MEDIUNIDADE

Neste caso, citarei as mais referenciadas na obra espírita. Contudo você verá diversas outras formas de mediunidade ao longo do seu estudo sobre o tema.
Tomei o cuidado inclusive, para transcrever os tipos, tal e qual na:

MEDIUNIDADE DE EFEITOS FÍSICOS

Este tipo pode ser dividido em dois grupos, ou seja, os facultativos - que têm consciência dos fenômenos por eles produzidos - e os involuntários ou naturais, que são inconscientes de suas faculdades, mas são usados pelos espíritos para promoverem manifestações fenomênicas sem que o saibam.

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS SENSITIVOS OU IMPRESSIONÁVEIS

São pessoas suscetíveis de sentirem a presença dos espíritos por uma vaga impressão. Esta faculdade se desenvolve pelo hábito e pode adquirir tal sutileza, que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do espírito que se aproxima, mas até a sua individualidade.

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS AUDIENTES OU CLARIAUDIENTES 

Neste caso os médiuns ouvem a voz dos espíritos. O fenômeno manifesta-se algumas vezes como uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo. Outras vezes, dá-se como uma voz exterior, clara e distinta, semelhante a de uma pessoa viva. Os médiuns audientes podem, assim, estabelecer conversação com os espíritos.

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS VIDENTES OU CLARIVIDENTES 

São dotados da faculdade de ver os espíritos. Cabe salientar que o médium não vê com os olhos, mas é a alma quem vê e por isso é que eles tanto vêem com os olhos fechados, como com os olhos abertos.

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS PSICOFÔNICOS

Neste tipo o médium serve como um instrumento pelo qual o espírito se comunica pela fala; assim, há a acoplação do perispírito do espírito comunicante no perispírito do médium, permitindo, assim, que o espírito utilize o aparelho fonador do médium para fazer uso da fala.

MEDIUNIDADE DE CURA 

Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Dir-se-á, sem dúvida, que isso mais não é do que magnetismo. Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí importante papel. Porém, quem examina cuidadosamente o fenômeno sem dificuldade reconhece que há mais alguma coisa.
A magnetização ordinária é um verdadeiro tratamento seguido, regular e metódico. No caso que apreciamos, as coisas se passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que é o que constitui a mediunidade, se faz manifesta, em certas circunstâncias, sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem, com razão, ser qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira evocação.  
tipos_de_mediunidade_2

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS MECÂNICOS

Quem examinar certos efeitos que se produzem nos movimentos da mesa, da cesta, ou da prancheta que escreve não poderá duvidar de uma ação diretamente exercida pelo Espírito sobre esses objetos. A cesta se agita por vezes com tanta violência, que escapa das mãos do médium e não raro se dirige a certas pessoas da assistência para nelas bater. Outras vezes, seus movimentos dão mostra de um sentimento afetuoso.
O mesmo ocorre quando o lápis está colocado na mão do médium; freqüentemente é atirado longe com força, ou, então, a mão, bem como a cesta, se agitam convulsivamente e batem na mesa de modo colérico, ainda quando o médium está possuído da maior calma e se admira de não ser senhor de si Digamos, de passagem, que tais efeitos demonstram sempre a presença de Espíritos imperfeitos; os Espíritos superiores são constantemente calmos, dignos e benévolos; se não são escutados convenientemente, retiram-se e outros lhes tomam o lugar. Pode, pois, o Espírito exprimir diretamente suas idéias, quer movimentando um objeto a que a mão do médium serve de simples ponto de apoio, quer acionando a própria mão.  Quando atua diretamente sobre a mão, o Espírito lhe dá uma impulsão de todo independente da vontade deste último. Ela se move sem interrupção e sem embargo do médium, enquanto o Espírito tem alguma coisa que dizer, e pára, assim ele acaba.  Nesta circunstância, o que caracteriza o fenômeno é que o médium não tem a menor consciência do que escreve. Quando se dá, no caso, a inconsciência absoluta; têm-se os médiuns chamados passivos ou mecânicos. E preciosa esta faculdade, por não permitir dúvida alguma sobre a independência do pensamento daquele que escreve.

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS INTUITIVOS

A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado. O Espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. Notemos aqui uma coisa importante: é que o Espírito livre não se substitui à alma, visto que não a pode deslocar. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade. Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. E o que se chama médium intuitivo.  Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve e não o do médium. Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente. Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai sendo traçada e, amiúde, é contrário à idéia que antecipadamente se formara. Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium.  O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como o faria um intérprete. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. Tal precisamente o papel do médium intuitivo. 
MEDIUNIDADE: MÉDIUNS SEMIMECÂNICOS
No médium puramente mecânico, o movimento da mão independe da vontade; no médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O médium semimecânico participa de ambos esses gêneros. Sente que à sua mão uma impulsão é dada, mau grado seu, mas, ao mesmo tempo, tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. No primeiro o pensamento vem depois do ato da escrita; no segundo, precede-o; no terceiro, acompanha-o. Estes últimos médiuns são os mais numerosos. 

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS INSPIRADOS

Todo aquele que, tanto no estado normal, como no de êxtase, recebe, pelo pensamento, comunicações estranhas às suas idéias preconcebidas, pode ser incluído na categoria dos médiuns inspirados. Estes, como se vê, formam uma variedade da mediunidade intuitiva, com a diferença de que a intervenção de uma força oculta é aí muito menos sensível, por isso que, ao inspirado, ainda é mais difícil distinguir o pensamento próprio do que lhe é sugerido.
A espontaneidade é o que, sobretudo, caracteriza o pensamento deste último gênero. A inspiração nos vem dos Espíritos que nos influenciam para o bem, ou para o mal, porém procede, principalmente, dos que querem o nosso bem e cujos conselhos muito amiúde cometemos o erro de não seguir. Ela se aplica, em todas as circunstâncias da vida, às resoluções que devamos tomar. Sob esse aspecto, pode dizer-se que todos são médiuns, porquanto não há quem não tenha seus Espíritos protetores e familiares, a se esforçarem por sugerir aos protegidos salutares idéias. Se todos estivessem bem compenetrados desta verdade, ninguém deixaria de recorrer com freqüência à inspiração do seu anjo de guarda, nos momentos em que se não sabe o que dizer, ou fazer. Que cada um, pois, o invoque com fervor e confiança, em caso de necessidade, e muito freqüentemente se admirará das idéias que lhe surgem como por encanto, quer se trate de uma resolução a tomar, quer de alguma coisa a compor. Se nenhuma idéia surge, é que é preciso esperar. 
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A prova de que a idéia que sobrevém é estranha à pessoa de quem se trate esta em que, se tal idéia lhe existira na mente, essa pessoa seria senhora de, a qualquer momento, utilizá-la e não haveria razão para que ela se não manifestasse à vontade. Quem não é cego nada mais precisa fazer do que abrir os olhos, para ver quando quiser. Do mesmo modo, aquele que possui idéias próprias tem-nas sempre à disposição. Se elas não lhes vêm quando quer, é que está obrigado a buscá-las algures, que não no seu intimo. Também se podem incluir nesta categoria as pessoas que, sem serem dotadas de inteligência fora do comum e sem saírem do estado normal, têm relâmpagos de uma lucidez intelectual que lhes dá momentaneamente desabitual facilidade de concepção e de elocução e, em certos casos, o pressentimento de coisas futuras. Nesses momentos, que com acerto se chamam de inspiração, as idéias abundam, sob um impulso involuntário e quase febril. Parece que uma inteligência superior nos vem ajudar e que o nosso espírito se desembaraçou de um fardo. Os homens de gênio, de todas as espécies, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de compreender por si mesmos e de conceber grandes coisas. Ora, precisamente porque os julgam capazes, é que os Espíritos, quando querem executar certos trabalhos, lhes sugerem as idéias necessárias e assim é que eles, as mais das vezes, são médiuns sem o saberem. Têm, no entanto, vaga intuição de uma assistência estranha, visto que todo aquele que apela para a inspiração, mais não faz do que uma evocação. Se não esperasse ser atendido, por que exclamaria, tão freqüentemente: meu bom gênio, vem em meu auxílio? 

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS DE PRESSENTIMENTOS

O pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. Algumas pessoas têm essa faculdade mais ou menos desenvolvida. Pode ser devida a uma espécie de dupla vista, que lhes permite entrever as conseqüências das coisas atuais e a filiação dos acontecimentos. Mas, muitas vezes, também é resultado de comunicações ocultas e, sobretudo neste caso, é que se pode dar aos que dela são dotados o nome de médiuns de pressentimentos, que constituem uma variedade dos médiuns inspirados. 

MEDIUNIDADE: MÉDIUNS PSICÓGRAFOS 

Transmitem as comunicações dos espíritos através da escrita. São subdivididos em mecânicos, semimecânicos e intuitivos. Os mecânicos não têm consciência do que escrevem e a influência do pensamento do médium na comunicação é quase nenhuma. Como há um grande domínio da entidade sobre a faculdade mediúnica a idéia do espírito comunicante se expressa com maior clareza. Há casos em que o médium psicografa mensagens complexas conversando com outras pessoas, totalmente distraído do que escreve. Já nos semimecânicos, a influência da entidade comunicante sobre as faculdades mediúnicas não é tão intensa, pois a comunicação sofre uma influência do pensamento do médium. Isso ocorre com a maioria dos médiuns psicógrafos. Com relação os intuitivos, estes recebem a idéia do espírito comunicante e a interpretam, desenvolvendo-a com os recursos de suas próprias possibilidades morais e intelectuais.  

MÉDIUM ESPÍRITA

espiritismo é a doutrina que mais se dedicou ao entendimento do processo da mediunidade, e por isso, o espírita seja o seguidor espiritual que figura entre os com mais capacidades de demonstrar habilidades a serviço do bem pessoal e coletivo. Contudo, você não precisa ser médium para desenvolver sua mediunidade, mas precisa de um sistema sério, coeso e adequado para que os potenciais da sua alma desenvolvam-se equilibradamente.

NA MINHA SINCERA OPINIÃO SÓ EXISTEM DOIS TIPO DE MEDIUNIDADE APENAS

Quanto ao nível do despertar = Desperta e não desperta, ou seja, consciente ou não.
Quanto a intenção = Para o seu bem pessoal e sua evolução, para o bem de todos e para o mal.

sábado, 1 de novembro de 2014


MEDIUNIDADE É UM PRIVILÉGIO???

"Ramatis"

Embora a faculdade mediúnica pareça a alguns um privilégio extemporâneo, contrariando o conceito de Justiça e Sabedoria de Deus, essa "concessão" prematura ao espírito faltoso implica justamente em sua maior responsabilidade e trabalho laborioso espiritual. Não é, pois, a graça "fora de tempo", que exime a alma de preocupações e dos obstáculos futuros na sua evolução espiritual; é somente o "empréstimo" que lhe permite ressarcir-se de suas tolices e insânias cometidas no passado, compensando o tempo perdido com um serviço extraordinário. Os Mentores Siderais, apiedados dos espíritos demasiadamente onerados em seu fardo cármico para o futuro, lhes oferecem assim a oportunidade do reajuste mais breve para alcançarem a ventura mais cedo.
Do Livro MEDIUNISMO.