sexta-feira, 1 de maio de 2015

ORIGEM E NATUREZA DO PERISPÍRITO:

Não é na matéria que iremos encontrar a origem do perispírito, pois, "ao elemento material é necessário ajuntar o fluido universal, que exerce o papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, demasiado grosseira para que o Espírito possa exercer alguma ação sobre ela." (1).
Sendo o perispírito "o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito", (2). Podemos concluir sem sombra de dúvida, que é no fluido universal, que temos a sua origem.
Isto não quer dizer que todos os perispíritos são iguais, pois é "do meio ambiente", que o Espírito tira o fluido universal, por isso "esse invólucro varia de acordo com a natureza dos mundos." (3).
É por isso que "o perispírito em certos mundos mais adiantados que a Terra é menos compacto, menos pesado, menos grosseiro, e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes." (4). A cada degrau que o Espírito sobe na escada da evolução, seu perispírito "vai desmaterializando-se", até que se "acaba por se confundir com o Espírito." (5).
Na questão 186 de "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec, pergunta:
"Haverá mundos onde os Espíritos, deixando de revestir corpos materiais, só tenham por envoltório o perispírito?
- Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros." (6).
Sabemos também que o perispírito é "semi-material": quer dizer, um meio termo entre a natureza do Espírito e o corpo. (7). Quanto à natureza íntima podemos dizer que "contém ao mesmo tempo eletricidade, fluido magnético, e até um certo ponto, a própria matéria inerte." (8).
Qual a forma do perispírito?
Gabriel Delanne no livro "A Evolução Anímica", afirmou que o perispírito, "tem forma determinada e é indestrutível, podemos conceber-lhe modificações sucessivas de movimento atômico, correspondendo a modificações e complicações cada vez maiores, no seu modus operandi. Por outras palavras, vale dizer que começando por organizar formas rudimentaríssimas, pode, após uma longa evolução de milhões de anos e de inumeráveis reencarnações, dirigir organismos mais e mais delicados e aperfeiçoados, até chegar aos humanos." (9).
Quase cem anos passados após esta conclusão de Delanne, temos nas pesquisas atuais com a bioenergia, uma confirmação do que disse o sábio francês.
Também devemos levar em consideração o princípio vital, pois é ele, "o princípio da vida material e orgânica" (10), porém é necessário discernir a causa e o efeito, para que não haja confusões na interpretação dos fatos, pois, "o princípio vital, sozinho, não é a vida. Para haver vida é necessário sua união com a matéria." (11).
Segundo Léon Denis "o perispírito comunica-se com a alma através de correntes magnéticas e, com o corpo, por meio de fluido vital e do sistema nervoso, que lhe serve, de certa forma, de transmissor." (Synthèse Spiritualiste Doctrinale et Pratique) (12).
Da relação do fluido vital com o sistema nervoso, surge como resultado a força vital, mas se formos por este caminho seremos atropelados pelas palavras que se multiplicam assustadoramente com o passar do tempo, tanto é, que a força vital foi "denominada: força nêurica, por Barthez; força psíquica, por William Crookes; força ódica, por Reichembach; fluido magnético, por defensores do magnetismo; e influxo nervoso, pela medicina clássica." (13).
Se o Espírito não pode entrar em contato direto com o corpo, também "o perispírito etéreo como é, sem o fluido vital, não poderia atuar sobre o corpo físico. Com o princípio vital a matéria torna-se animalizada, isto é, viva." (14).
Sendo o sistema nervoso as vias de circulação do fluido vital, sua quantidade "varia segundo as espécies de seres vivos e varia também individualmente. Há indivíduos saturados desse fluido, enquanto outros o possuem em quantidade apenas suficiente. Daí, para os primeiros, vida mais ativa, superabundante." (15).
A renovação do fluido vital é efetuada "pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm ou nele se transformam." (16). Exemplo: a alimentação, o ar, a energia solar.
Sendo o perispírito também constituído de memória, sua descoberta pela ciência, deve-se à mudança de conceitos adquiridos, através das pesquisas contemporâneas, tanto no campo da Física, como da Parapsicologia. A Física que pode ser considerada a mãe das ciências; que durante séculos combateu aqueles que acreditavam na transcendência da matéria, hoje mudou com o aperfeiçoamento da tecnologia, a começar pela "descoberta da estrutura do átomo, a teoria da relatividade de Einstein e o princípio da incerteza de Heisemberg" que "puseram por terra as definições tradicionais de matéria, do espaço e de tempo. Como se descobriu, os átomos sólidos na verdade eram constituídos de várias partículas, com espaços relativamente grandes entre elas." (17).
Daí que, "um número crescente de cientistas está reconsiderando esses fenômenos paranormais a partir de uma perspectiva menos preconceituosa." (18).
A dra. Gertrude Schmeidler, prof. de Psicologia da Universidade da Cidade de Nova York, que também é uma proeminente pesquisadora do paranormal diz que "gradualmente, mesmo com relutância, a comunidade científica parece estar aceitando o fato de que há provas da existência da P.E.S (Percepção Extra Sensorial)." (19).
O dr. Brian Josephson, laureado com um prêmio Nobel em Física, diz que está "99 por cento convencido" da realidade do fenômeno PES, e reconhece "que há muitas pessoas que se recusam a aceitar essas evidências. Mas também é claro que jamais se pode satisfazer um cético, a menos que o envolvamos diretamente num experimento – e, obviamente, não podemos fazer isso com todos os céticos do mundo." (20).
O dr. John Hasted, da Universidade de Londres, admite para a explicação do fenômeno paranormal, a existência de universos múltiplos. (21).
O físico David Bohm, da Universidade de Londres, "sugeriu que todas as substâncias – desta página às galáxias – são ilusórias, emergindo de uma ordem mais primária do Universo" (22). Só faltou ao dr. David Bohm, dizer que toda realidade Universal, tem como origem a Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, isto é: Deus.
O dr. Karl Pribam, neuropsicólogo da Universidade de Stanford, chegou a seguinte conclusão: "Me ocorre como uma forte possibilidade que o nosso cérebro constrói matematicamente a realidade interpretando frequências vindas de uma dimensão que transcende o tempo e o espaço." (23).
A conclusão semelhante chegou o dr. J.B. Rhine, nas pesquisas que fez no laboratório de parapsicologia da Universidade de Duke (USA), quando disse que a mente não é física.
Mais adiante adverte o dr. Pribam: "É claro que eu não estou querendo dizer que o mundo das aparências esteja errado. Ao atravessarmos uma rua, é melhor que prestemos atenção aos carros. Mas há razões para que pensemos que existe uma outra realidade, onde o tempo e o espaço não existem. Para mim, isso sugere que algumas das experiências místicas que as pessoas vêm relatando há milênios começam a fazer sentido do ponto de vista científico." (24).
Podemos dizer que "o físico moderno, este grande "místico" da ciência, vem oferecendo maior soma de válidas equações ao panorama da pesquisa espírita." (25).
Encerraremos com as palavras de Gabriel Delanne: "O perispírito não é concepção filosófica imaginada para dar conta dos fatos, é um órgão indispensável à vida física, RECONHECÍVEL PELA EXPERIMENTAÇÃO." (26).
Bibliografia:
(1) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Tradução de José Herculano Pires, 2ª edição, pág. 61, Q.27.
(2) Idem, pág. 25.
(3) Idem, pág. 143, Q. 257, item 7.
(4) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, tradução Guillon Ribeiro, 30ª edição, FEB, cap. 4, pág. 24.
(5) Idem
(6) O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Trad. J. Herculano Pires, 2ª edição, FEESP, pág. 114, Q. 186.
(7) Idem, pág. 97, Q. 135.
(8) Idem, pág. 141, Q. 257, 2º item.
(9) A Evolução Anímica, Gabriel Delanne, FEB, 4ª edição, 1976, cap. I, pág. 55.
(10) Perispírito e Princípio Vital, Helena M. Craveiro Carvalho, LAKE, 1ª edição, pág. 6, Q. 28. (11) Idem, Q. 29.
(12) Antologia do Perispírito, José Jorge, Instituto Maria, 1ª edição, pág.151.
(13) Evolução Anímica, Gabriel Delanne, FEB, 4ª edição, pag. 159.
(14) Perispírito e Princípio Vital, Helena M. Craveiro Carvalho, LAKE, 1ª edição, pág. 6, Q.33. (15) Idem, pág. 7, Q. 43.
(16) Idem, pág. 7, Q. 44.
(17) Revista Ciência Ilustrada, A Parapsicologia à Luz da Física, Laurence Cherry, Editora Abril, nº 4, novembro/dezembro/82, pág. 99.
(18) Idem, pág. 98.
(19) Idem, pág. 99.
(20) Idem, pág. 100.
(21) Idem.
(22) Idem, pág. 101.
(23) Idem.
(24) Idem.
(25) Correlações Espírito-Matéria, Jorge Andréa, Editora Samos, 1ª edição, 1984, pág. 11.
(26) A Evolução Anímica, Gabriel Delanne, FEB, 4ª edição, 1976, pág. 46.
Bernardino da Silva Moreira – A Era do Espírito.
LEI DO TRABALHO » Necessidade do trabalho

674. A necessidade do trabalho é lei da Natureza?
“O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos.”
675. Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?
“Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.”
676. Por que o trabalho se impõe ao homem?
“Por ser uma conseqüência da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao que é muito fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, para suprir essa limitação; mas é sempre um trabalho.”
677. Por que provê a Natureza, por si mesma, a todas as necessidades dos animais?
“Tudo na Natureza trabalha. Como tu, trabalham os animais, mas o trabalho deles, bem como sua inteligência, se limita ao cuidado da própria conservação. Daí vem que do trabalho não lhes resulta progresso, ao passo que o do homem visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade, e o eleva acima de si mesmo. Quando digo que o trabalho dos animais se limita ao cuidado da própria conservação, refiro-me ao objetivo com que trabalham. Entretanto, provendo às suas necessidades materiais, eles se constituem, inconscientemente, executores dos desígnios do Criador e, assim, o trabalho que executam também concorre para a realização do objetivo final da Natureza, se bem quase nunca lhe descubrais o resultado imediato.”
678. Nos mundos mais aperfeiçoados, os homens se acham submetidos à mesma necessidade de trabalhar?
“A natureza do trabalho está em relação com a natureza das necessidades. Quanto menos materiais são estas, menos material é o trabalho. Mas não deduzais daí que o homem se conserve inativo e inútil. A ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.”
679. Achar-se-á isento da lei do trabalho o homem que possua bens suficientes para lhe assegurarem a existência?
“Do trabalho material, talvez; não, porém, da obrigação de tornar-se útil, conforme aos meios de que disponha, nem de aperfeiçoar a sua inteligência ou a dos outros, o que também é trabalho. Aquele a quem Deus facultou a posse de bens suficientes a lhe garantirem a existência não está, é certo, constrangido a alimentar-se com o suor do seu rosto, mas tanto maior lhe é a obrigação de ser útil aos seus semelhantes, quanto mais ocasiões de praticar o bem lhe proporciona o adiantamento que lhe foi feito.”
680. Não há homens que se encontram impossibilitados de trabalhar no que quer que seja e cuja existência é, portanto, inútil?
“Deus é justo; só condena aquele que voluntariamente tornou inútil a sua existência, porquanto esse vive a expensas do trabalho dos outros. Ele quer que cada um seja útil, de acordo com as suas faculdades.” (643)
681. A lei da Natureza impõe aos filhos a obrigação de trabalharem para seus pais?
“Certamente, do mesmo modo que os pais têm que trabalhar para seus filhos. Foi por isso que Deus fez do amor filial e do amor paterno um sentimento natural. Foi para que, por essa afeição recíproca, os membros de uma família se sentissem impelidos a ajudarem-se mutuamente, o que, aliás, com muita freqüência se esquece na vossa sociedade atual.” (205)
O Livro dos Espíritos » Parte Terceira - Das leis morais » Capítulo III
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OS ELEMENTAIS:
Os elementais são seres singulares, multiformes, invisíveis, sempre presentes em todas as atividades da Natureza, além do plano físico. São veículos da vontade criadora, potencializadores das forças, leis e processos naturais. Sua existência é constatada por muitos e ignorada pela maioria. Em síntese, podemos dizer que eles são os executores das manifestações do instinto entre os animais, levando-os a agir desta ou daquela maneira, sendo essa, uma de suas mais úteis e interessantes tarefas.
Os povos antigos se referiram a eles no passado, e milhares os viram e ainda os vêem, quando são videntes, ou quando exteriorizados dos corpos físicos (emancipação da alma); e farta é a literatura espiritualista que os noticia; e no próprio Espiritismo, há referências sobre eles, que são, aliás, figuras vivas e familiares aos médiuns videntes e de desdobramento. Sobre referências no Espiritismo vamos encontrar nas questões 536 a 540 do O Livro dos Espíritos, "a ação dos Espíritos sobre os fenômenos da Natureza".
A ação dos elementais.
No livro O Centro Espírita, de J.Herculano Pires, pg.105, capítulo 12, que fala sobre o fim do mundo, há um trecho onde Herculano Pires afirma:
“... os fisiólogos gregos sabiam disso, e quando Tales de Mileto se referia aos deuses que enchiam o mundo, em todas as suas dimensões, afirmava o princípio espírita de que a estrutura planetária, em seus mínimos detalhes, é controlada pelos Espíritos incumbidos da manutenção da Terra, desde os simples elementais (ainda em evolução para a condição humana), até os Espíritos Superiores, próximos da Angelitude, que supervisionam e orientam as atividades telúricas”.
Encontramos ainda, no Livro Atualidade do Pensamento Espírita, pelo Espírito de Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo Pereira Franco, (edição 1999) a pergunta de número 63:
"O Espiritismo ensina que os Espíritos governam o clima da Terra utilizando para isso Entidades - os elementais da Teosofia - as quais, segundo algumas fontes, habitam os bosques, os campos naturais e as florestas virgens. Haverá alguma relação entre desmatamento, seca e elementais? Em caso afirmativo, para onde vão esses Espíritos quando se dá o desmatamento?"
R. : "Todo desrespeito à vida é crime que se comete contra si mesmo. Aquele que é direcionado à Natureza constitui um gravame terrível, que se transforma em motivo de sofrimento, enfermidade e angústia, para quantos se levantam para destruir, particularmente dominados pela perversidade, pelo egoísmo, pelo vandalismo, pelos interesses pecuniários ...
Naturalmente, essas Entidades, que são orientadas pelos Espíritos Superiores, como ainda não dispõem de discernimento, porque não adquiriram a faculdade de pensar, são encaminhadas a outras experiências evolutivas, de forma que não se lhes interrompa o processo de desenvolvimento".
Os elementais encontram-se em toda parte: na superfície da terra, na atmosfera, nas águas, nas profundidades da sub-crosta, junto ao elemento ígneo. Invisíveis aos olhares humanos, executam infatigável e obscuramente um trabalho imenso, nos mais variados phpectos, nos reinos da Natureza, junto aos minerais, aos vegetais, aos animais e aos homens.
A forma desses seres é muito variada, mas quase sempre aproximada da forma humana. O rosto é pouco visível, ofuscado quase sempre pelo resplendor energético colorido que o envolve. Os Centros de Força que, no ser humano são separados, nos elementais se juntam, se confundem, se somam, formando um núcleo global refulgente, do qual fluem inúmeras correntes e ondulações de energias coloridas tomando formas de asas, braços, cabeças...
Os elementais naturais formam agrupamentos inumeráveis compreendendo seres de vida própria, porém essencialmente instintiva que vão desde os micróbios, de duração brevíssima, até os chamados Espíritos da Natureza, que são agrupados nos Reinos, sob os nomes de Gnomos (elementais da terra), Silfos (elementais do ar), Ondinas (elementais das águas) e Salamandras (elementais do fogo) e todos eles interessam aos trabalhos mediúnicos do Espiritismo.
Os Gnomos cuidam das florestas - matas - dos desertos - regiões geladas, protegem os animais e produzem fenômenos naturais sob a supervisão de Espíritos.
As Ondinas, cuidam dos mares - das águas e fenômenos naturais ligados as águas.
Os Silfos, dos ventos - furacões .
As Salamandras, a tudo que se relacione com fenômenos naturais ligados ao fogo.
Conselho Doutrinário
Bibliografia:
- O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
- O Centro Espírita - J.Herculano Pires
- Mediunidade - Edgard Armond-
- Atualidade - Divaldo P.Franco
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domingo, 19 de abril de 2015

Morte?

 Qual é a situação da alma imediatamente após a morte do corpo? Ela tem instantaneamente a consciência de si mesma? Em uma palavra, o que ela vê? O que ela sente?

— No momento da morte, inicialmente tudo é confuso; a alma necessita de algum tempo para se reconhecer; ela está como que aturdida, no mesmo estado de um homem saindo de um profundo sono e que procura tomar ciência da sua situação. A lucidez das idéias e a memória do passado vão voltando à medida que
se desfaz a influência da matéria que ele acaba de deixar, e se dissipa a espécie de nevoeiro que obscurece seus pensamentos.
A perturbação que se segue à morte é muito variável em sua duração, ela pode ser de apenas algumas horas, como de vários dias, de vários meses e mesmo de vários anos. Ela é menos longa para aqueles que, em vida, se identificaram com o seu estado futuro, porque eles compreendem imediatamente a sua situação, no entanto é mais longa para o homem que viveu mais materialmente.
A sensação que a alma sente nesse momento também é variável; a perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem, ela é calma e em tudo semelhante à que acompanha um despertar pacífico.
Para aquele cuja consciência não está pura, e que se acha mais ligado à vida corporal que à espiritual, ela é plena de ansiedade e de angústias que aumentam à medida que ele se reconhece; porquanto é tomado pelo medo e por uma espécie de terror em presença do que vê, e principalmente do que entrevê.
A sensação, que se poderia chamar de física, é a de um grande alívio e de um imenso bem-estar; sente-se como livre de um fardo e muito feliz por não sentir mais as dores corporais que o atormentavam poucos instantes antes, por se sentir livre, desembaraçado e alerta como aquele a quem se acabou de arrancar de um penoso cativeiro.
Em sua nova situação, a alma vê e entende o que via e entendia antes da morte, mas vê e entende ainda mais coisas que escapam à grosseria dos órgãos corporais; ela tem sensações e percepções que nos são desconhecidas. (Revista Espírita, 1859, p. 244, “Morte de um espírita”; idem, 1860, p. 332, “O despertar de
um espírito”; idem, 1862, pp. 129 e 171, “Exéquias do Sr. Sanson”.)
Observação. Estas respostas, e todas aquelas que são relativas à situação da alma após a morte ou durante a vida, não são o resultado de uma teoria ou de um sistema, mas de estudos diretos feitos sobre milhares de espíritos observados em todas as fases e em todos os períodos da sua existência espiritual, desde o mais baixo até o mais alto grau da escala, segundo seus hábitos durante a vida terrestre, seu gênero de morte, etc. Diz-se freqüentemente, falando da vida futura, que não se sabe o que ali se passa, porque ninguém voltou de lá; é um erro, já que são precisamente aqueles que ali se acham que vêm nos instruir, e Deus o permite atual mente, mais do que em qualquer outra época, como última advertência dada à incredulidade e ao materialismo.
Extraído do livro "O que é o Espiritismo"

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sábado, 14 de fevereiro de 2015

CARNAVAL - MENSAGEM DE EMANUEL
PSICOGRAFIA DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
(ESTA É A VERDADEIRA VISÃO ESPÍRITA SOBRE O CARNAVAL)
Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer a apologia da loucura generalizada que adormece as consciências, nas festas carnavalescas.
É lamentável que, na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhe a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhe as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza, entre as sociedades, que se pavoneiam com o título de civilização.
Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos, prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer.
Há nesses momentos, de indisciplina sentimental e moral, o largo acesso das forças das trevas, nos corações e, às vezes, toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever.
Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidade e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifiquem o olvido de obrigações sagradas, por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos.
Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos, na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho.
Ao lado dos mascarados da pseuda-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Porque protelar essa ação necessária, das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem ?
Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosa opiniões, colaborando conosco, dentro das suas possibilidades, para que possamos reconstruir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas.
É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos; mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer, com isso, um eloquente atestado de sua miséria moral.
Emmanuel
Mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, em julho de 1939.
(Encartado na Revista Internacional de Espiritismo, em janeiro de 2001 - pág. 565 e 566 – Editora “O Clarim”)
* Atentem bem que essa mensagem é do ano de 1939, onde o carnaval comparado ao que é hoje era brincadeira de criança. Mas é uma mensagem atemporal e que veio para ficar como alerta para os tempos que se sucederiam. E na atualidade os espíritos demonstram como tudo piorou bastante, basta lermos a obra do espírito Manoel Philomeno de Miranda, NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA, psicografada pela mediunidade, também abençoada, de Divaldo Pereira Franco.
Pessoal, essa é a visão Espírita sobre o carnaval, através de várias obras e de um espírito do quilate de Emannuel, então não arrumemos desculpas para operar em cada um de nós, a tão sonhada Reforma Íntima. Nós como Espíritas temos o dever de não propagar festa tão nefasta!
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

QUE SÃO OVOIDES?
Entende-se por ovoide a atrofia ou retração (encolhimento) do corpo espiritual (perispírito) de espíritos humanos (desencarnados) provocada por uma ideia fixa e doentia ("monoideísmo") e auto-hipnotizante, como ódio e vingança principalmente, que acaba realizando uma vibração de baixa frequência que, com o passar dos anos, produz uma deformação progressiva no seu corpo espiritual ou perispírito. Um de muitos exemplos é o caso aborto. Não são todos os casos, mas se o abortado não perdoar a mãe que o rejeitou, ele poderá se tornar um ovoide obsessor na vida dela.
Esta forma pensante contínua e constante de maneira desequilibrada gera uma energia que gira sempre de maneira igual e repetida pelo mesmo pensamento desequilibrado. Ao vibrar repetidamente na mesma frequência e em desequilíbrio com a Lei Cósmica Universal, gera este circuito arredondado que o vai deformando e tornando-o "ovoide ".
Quando o espírito fica na forma ovoide, ele se vincula (adere) obsessivamente às próprias vítimas como parasitas e, suas vítimas, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, graças aos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio, ódio voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro, através de ondas mentais incessantes. Os ovoides sugam as energias do obsidiado podendo levá-lo a morte.
Os ovoides só serão recuperados na forma humana normal quando mudarem sua vibração ou pensamento e em muitos casos eles são tão persistentes no monoideísmo auto-hipnotizante que só serão recuperados reencarnando. No caso de não se esforçarem para melhorarem, eles serão encaminhados para reencarnação compulsória (obrigatória), na primeira oportunidade.
Compilação de Rudymara
Leiam o livro Evolução em dois mundos e Libertação de André Luiz
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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A FORÇA ESPIRITUAL EXU E OS SETE REINOS SAGRADOS

dark-ritual
Hoje continuaremos a escrever e estudar sobre Exu na visão doutrinária do Núcleo Mata Verde.
Este é um assunto muito complexo e por isso bastante polêmico; neste artigo estaremos levantando mais uma pontinha do véu.
Assim como a força dos Orixás  é sentida através de sua manifestação na natureza, a força espiritual exu também  é percebida através de sua manifestação na natureza.
Neste texto estaremos designando o orixá Exu como “força espiritual exu”, neste caso estamos tratando sobre o orixá primordial Exu.
Já tivemos oportunidade de apresentar três textos que trataram do Exu como espíritos trabalhadores da umbanda.
Também nos demais textos abordamos as diferenças existentes entre:
Exu na Quimbanda,
Exu na Umbanda e
Exu no culto de Nação.< /strong>
Já sabemos que, embora sejam conhecidos pelo mesmo nome, são conceitos totalmente diferentes.
Para que possamos continuar nos aprofundando no assunto em questão, recomendamos que leiam os textos anteriores:
EXU E OS SETE REINOS SAGRADOS – http://www.blog.mataverde.org/archives/1360
EXU PAGÃO E EXU DE LEI – http://www.blog.mataverde.org/archives/1131
EXU O GUARDIÃO DO TEMPLO – http://www.blog.mataverde.org/archives/1064
É altamente recomendável que você já tenha algum conhecimento sobre a doutrina dos Sete Reinos Sagrados.
Entre os vários artigos publicados neste Blog, recomendamos também a leitura dos textos:
AS SETE FORÇAS PRIMORDIAIS E AS SETE LINHAS DA UMBANDA –
FORÇAS ATIVAS E PASSIVAS –
Caso ainda não conheça a doutrina dos sete reinos sagrados, recomendamos que faça osCURSOS oferecidos no portal de ensino a distância do Núcleo Mata Verde –www.ead.mataverde.org.
Feito estas considerações preliminares, vamos iniciar nosso estudo sobre a “força espiritual exu”.
Sabemos que o criador se manifesta em nossas vidas através das diversas hierarquias espirituais existentes.
Estas hierarquias espirituais, comandadas pelos orixás primordiais, dão origem às sete forças primordiais, aos sete reinos sagrados e as sete linhas da umbanda.
As sete hierarquias espirituais primordiais é que dão a sustentação a todo o universo.
Estes são os sete reinos sagrados e os respectivos orixás regentes:
1)Reino do Fogo – regido por Ogum
2)Reino da Terra – regido por Xangô
3)Reino do Ar – regido por Iansã
4)Reino das Águas – regido por Iemanjá
5)Reino das Matas – regido por Oxossi
6)Reino da Humanidade – regido por Oxalá
7)Reino das Almas – regido por Omulu

Conforme já estudamos no texto EXU E OS SETE REINOS SAGRADOS, não existe um Reino especifico para o orixá Exu, pois exu se manifesta em todos os reinos.

O que é Exu?
A palavra EXU é de origem africana, originária do idioma Yorubá e seu significa é ESFERA.
EXU chegou até a umbanda através dos cultos de Nação, da mesma forma que os demais orixás, pois é uma divindade do panteão nagô e em algumas situações é interpretado como o “criado” dos orixás, ou o intermediário entre os Orixás e os Homens.
Também é de conhecimento de todos que a “força espiritual exu” é responsável por todas as encruzilhadas.
Popularmente é sabido que Exu é aquela “força espiritual” que se encontra mais próxima dos homens, também é considerada a “força espiritual” responsável pelo vigor e vitalidade.
É o Orixá guardião das aldeias, cidades, casas e Terreiros.
No culto de Nação, Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Iná (reverenciado na cerimônia do padê).
Após estes conceitos tradicionais sobre o Exu Orixá, ou força espiritual primordial iremos agora apresentar o conceito de Exu na visão doutrinária dos Sete Reinos Sagrados.
Vamos destacar algumas considerações sobre exu:
Exu é o criado do orixá, ou seja, para cada orixá existe um exu que faz a intermediação.
Exu como intermediário entre o Orun e o Aiye.
Exu como guardião das entradas.
Exu como senhor das encruzilhadas.
Exu responsável pela vitalidade e vigor.
Estas características de exu já são suficientes para iniciarmos nossos estudos.
Lembrando que neste artigo não estamos tratando daqueles espíritos, que viveram na Terra, e que agora trabalham na quimbanda ou na umbanda e recebem a denominação de exus; estamos estudando a força espiritual primordial que é conhecida por ORIXÁ PRIMORDIAL EXU.

O Primeiro Exu
Faremos este estudo utilizando algumas imagens.
No principio existia somente o Orun, o mundo espiritual, o extra-físico que dentro da doutrina dos sete reinos sagrados é representado pelo REINO DAS ALMAS.
Iniciaremos este estudo, portanto, com o Reino das Almas, que será representado pelo circulo preto, que é a cor deste reino.
reino_almas
Em determinado momento, houve o Fiat Lux que significa “Faça-se a Luz” ou “Haja Luz”.
Deus criou o mundo!
É neste momento que surge o universo material que conhecemos.
É a grande explosão inicial, o “Big Bang”.
Na doutrina dos Sete Reinos Sagrados este momento da criação é representado pelo primeiro reino, o Reino do Fogo que tem a cor vermelha; também é neste instante da criação, na passagem do Orun para o Aiyê, que verificamos a primeira  manifestação do primeiro orixá primordial Exu a “energia espiritual Exu”.
A imagem abaixo representa o momento da criação do universo material.
reino_fogo_almas

Observe na imagem abaixo que na passagem de um reino para o outro temos a primeira encruzilhada de Exu.
reino_fogo_almas_encruzilhada
A energia espiritual da passagem é que chamamos de exu.
Repare nas cores dos reinos envolvidos nesta primeira manifestação de exu, são a preta e a vermelha, cores muito utilizadas na umbanda para representar Exu.
A “força espiritual exu” por estar na passagem do Orun para o Aiye é o elo entre a matéria e o espírito, entre os homens e os orixás.
O estudante também já sabe que os sete reinos sagrados formam uma sequência  onde o sétimo e último reino é o reino das almas, na sequencia retornando o primeiro reino que é o reino do fogo, portanto a energia espiritual exu é, ao mesmo tempo, a primeira e a última energia do ciclo das sete forças primordiais.
“Assim o mais novo dos orixás,
O que era saudado em último lugar,
Passou a ser o primeiro a receber os cumprimentos.
O mais novo foi feito o mais velho.
Exu é o mais velho, é o decano dos orixás”. (PRANDI, 2002. p. 43-44)
A “força espiritual exu” é mais intensa sempre nos lugares de entrada ou saída (nas passagens), seja na praia, nas matas, no cemitério etc...
Quando entramos em uma residência (entrada) ou quando entramos num Terreiro (tronqueira) estaremos atravessando uma região onde a energia espiritual exu vibra com muita intensidade.
Importante chamar a atenção que a força espiritual exu  no exemplo acima, não pertence nem ao reino das almas e nem ao reino do fogo, pois sua ação se processa  na transição dos reinos.

A Ligação do orun com o Aiye
Ficou claro que exu é a força de liga= 3�ão entre o Orun e o Aiye, entre o mundo espiritual e o mundo material.
Como existem sete reinos, temos portanto sete exus (forças espirituais) vinculadas a cada um dos reinos.
Também existem exus nas mudanças entre os reinos.
Exemplificaremos com o reino do fogo:
Fogo-Fogo  – É a força espiritual exu do próprio reino
Fogo-Terra – transição entre o reino do fogo e o reino da terra
Fogo-Ar – transição entre o reino do fogo e o reino do ar
Fogo-Água – transição entre o reino do fogo e o reino da água
Fogo-Matas – transição entre o reino do fogo e o reino das matas
Fogo-Humanidade – transição entre o reino do fogo e o reino da humanidade
Fogo-Almas – transição entre o reino do fogo e o reino das almas
Como temos sete reinos teremos então vinte e oito (28) “forças espirituais exus”, sendo sete (7) vinculadas a cada reino e vinte e uma (21) das transições dos reinos.

Exu energia vital
Quando estudamos a estrutura da matéria, conforme a doutrina dos sete reinos sagrados, temos a seguinte configuração:
Corpo físico (massa) – manifestação material
Corpo etérico (campo eletromagnético) – manifestação material
Corpo estrutural  (campo mento-emocional – corpo espiritual) – manifestação espiritual
Espírito (essência espiritual) – manifestação espiritual
O elo entre o corpo etérico e o corpo espiritual é a “força espiritual exu”, sendo desta forma o elemento da vitalidade do corpo humano.
estrutura_espiritual
Para um melhor entendimento recomendamos que leia os artigos:
ESTRUTURA DA MATÉRIA – AIYÊ E ORUN – http://www.blog.mataverde.org/archives/688
A MATÉRIA E O ESPÍRITO – http://www.blog.mataverde.org/archives/340

Exu e a polaridade
Como a “força espiritual exu” existe sempre nas passagens, nas mudanças; fica fácil perceber que esta energia existe e se manifesta quando existem polaridades.
É de certa forma e força responsável pelo equilíbrio da polaridade, equilíbrio dos opostos.
Luz e trevas
Verdade e mentira
Espírito e matéria
Certo e errado
Homem e mulher (energia sexual)
Frio e quente
Amor e ódio
Riqueza e pobreza
Saúde e doença
Vida e morte
Guerra e paz
Construir e destruir
Liberdade e prisão
Dentro e fora

É Perigoso manipular esta força?
Como qualquer força espiritual, sempre é preciso muito cuidado e conhecimento.
Por ser uma força que dá o equilíbrio entre situações antagônicas, sempre será necessário muito cuidado ao ativar uma destas forças.
Uma pessoa, sem os conhecimentos necessários, poderá querer estimular a “força espiritual exu” para obter o amor e poderá obter o ódio.
Ao querer a riqueza poderá desequilibrar a polaridade e obter a pobreza.
Ao querer  a saúde poderá piorar a doença; ao invés da vida obterá  a morte.
Ao pensar estar trabalhando para a Luz estará preso pelas trevas.

Há um mito, no qual Exu vinga-se por causa de um ebó feito com displicência.
De acordo com o mito, um lavrador que precisava de chuvas para irrigar seus campos secos ofereceu um ebó para Exu.
No entanto, preparou-o de forma displicente, apimentando-o e deixando Exu com muita sede. Com sede, Exu, abriu a torn eira da chuva, fazendo com que a água jorrasse incessantemente, inundando e pondo em risco toda a colheita.
Após refazer o ebó cuidando para que a comida estivesse no ponto, Exu o aceita e estanca a chuva.
Dentre os diversos mitos sobre Exu podemos concluir que:
“São muitas as tramóias de Exu.
Exu pode fazer contra,
Exu pode fazer a favor.
Exu faz o que faz, é o que é”.

Os Guardiões que trabalham na umbanda são especialistas e “senhores do conhecimento” no uso e movimentação desta força espiritual.

Exu o senhor do umbral
Segundo o dicionário Aurélio a palavra umbral foi tomada do espanhol e significa soleira, limiar, entrada, ou seja, a faixa mínima de piso que se acha entre as laterais de uma porta, portão ou passagem, e serve de limite entre um cômodo e outro numa construção.
É muito comum, entre os espíritas, o conceito de umbral que foi introduzido através das obras de André Luiz.
Seria uma zona intermediária entre a matéria e o mundo espiritual mais elevado.
A palavra Umbral, escrita com letra maiúscula, como o fez André Luiz no livro Nosso Lar, tomou significado especial, principalmente entre os espíritas, designando a região espiritual imediata ao plano dos encarnados, para onde iriam e onde estariam todos os espíritos endividados, perturbados e desequilibrados depois da vida.
É uma região intermediária para ajustamento espiritual, onde existe muito sofrimento, mas inevitável para que o espírito possa passar para planos mais elevados.
Como acabamos de estudar acima, é esta uma região onde vibra a “força espiritual exu”.
Exu é portanto o Guardião do Umbral.

Os Guardiões da Umbanda
Como já estudamos, nos diversos textos publicados aqui no Blog, existem espíritos que trabalham na vibração de exu, da mesma forma que existem espíritos que trabalham nas vibrações dos orixás e que chamamos de hierarquias espirituais.
Os exus (espíritos) sempre estarão vinculados a esta “força espiritual exu”, conforme estudamos acima.
São chamados de Guardiões por estarem sempre nas entradas ou nas saídas ou nos momentos de mudança.
Existem aqueles ligados as forças da vitalidade, da energia sexual, na morte (saída para o orun) ou no nascimento (entrada para a vida).

A Hora de Exu
Existe alguma hora que esta força vibre com mais intensidade?
Sabemos que para exu não existe hora nem lugar, mas podemos entender com facilidade que existe um momento do dia onde esta “força espiritual exu” vibra com mais intensidade.
É na hora da passagem de um dia para o outro; na hora quando um dia termina e outro dia começa.
É a meia noite!
Esta é a hora de Exu!

Ativando a energia exu
É possível intensificar esta força espiritual existente na natureza.
Na doutrina dos Sete Reinos Sagrados manipulamos esta força espiritual sempre que é necessário utiliza-la na proteção, ou na recuperação da saúde.
Por ser uma força espiritual  muito abundante na natureza e ainda muito mal entendida, este conhecimento somente é passado dentro do templo aos iniciados.
Mas a base de sua movimentação é a polaridade.

Não esgotamos o assunto, e sabemos que existe muita coisa ainda a ser estudada sobre esta energia maravilhosa que é exu.
Mesmo os tópicos que abordamos, poderão ser melhor desenvolvidos em outros textos.
Laroyê Exu!
Saravá!

São Vicente, 15/01/2015
Manoel Lopes