sábado, 11 de janeiro de 2014


  • O que são os sonhos para o Espiritismo?


    Você sabe o que são os sonhos? Você já percebeu que nós passamos aproximadamente um terço de nossas vidas dormindo? É um assunto que merece nossa atenção. O Espiritismo se refere aos sonhos na questão 401 do Livro dos Espíritos. Lá é dito que “o espírito jamais fica inativo. Durante o sono, os liames que o unem ao corpo se afrouxam e o corpo não necessita do espírito. Então ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros espíritos.”

    Essa pergunta citada se refere ao período de sono como um todo, não ao sonho propriamente dito. O fato é que morremos todas as noites. Ao adormecer, seu corpo recupera as energias liberando o espírito do cuidado direto com o corpo. Assim, você, espírito imortal, fica parcialmente liberto durante as horas que duram o seu descanso físico.

    O que você faz durante esse tempo? Você já se deu conta de que passa mais ou menos um terço da sua vida dormindo? É possível desenvolver atividade útil durante o período de sono. Assim como há pessoas pouco ativas ou muito ativas, também há pessoas que têm ação real durante o sono e outras que não têm. É possível participar de cursos e estudos; é possível orientar outros espíritos, desencarnados ou encarnados como você; é possível auxiliar espíritos necessitados através de doação de energias.

    Mas para isso é preciso um adiantamento moral que muitos de nós não temos. Ou algum conhecimento do assunto e muita vontade. Com vontade quase tudo é possível. Mas é preciso reconhecer que a maioria, ao se projetar do corpo físico durante o sono, vai em busca daquilo que mais ocupa o seu pensamento. Vingança, desforra, competição e, principalmente, prazer. Prazer da comida, do álcool, das drogas, do jogo, do sexo. Muito sexo.

    A sociedade atual vive um fenômeno inédito. A banalização e popularização do sexo. Quem leu Machado de Assis sabe que no final do século XIX os homens ficavam enlouquecidos quando viam os ombros e os tornozelos das mulheres. Eram as partes do corpo que apareciam. Nos anos sessenta, com a popularização da minissaia, era uma grande inovação nos costumes a mulher andar com os joelhos à mostra. E a visão dos joelhos bastava para excitar os homens. Hoje homens e mulheres têm acesso à pornografia a qualquer instante, de todas as formas imagináveis. Mesmo quem não procura pornografia se depara com ela na internet.

    E são justamente esses desejos, que ocupam o pensamento durante o dia, que atraem o espírito encarnado quando se projeta pelo sono. Algumas pessoas não chegam a ter atividade. Quem observa o corpo astral projetado dessas pessoas nota que elas ficam próximas à cama, sentadas, com o olhar apático. Ou são invadidas por imagens aleatórias originadas de sua própria mente ou das mentes de outros espíritos.

    Mas muitos têm grande atividade, e a prova disso são as lembranças fortes a que chamamos de sonhos. Os sonhos podem ser coerentes, como uma história que não conseguimos entender direito. Mas também podem ser pedaços esparsos de acontecimentos, retalhos de uma história sem nenhum nexo. É preciso levar em conta que nosso corpo físico não participa do sonho. Como o cérebro físico poderia reter uma lembrança perfeita de algo que ele não viveu? As poucas lembranças ou imagens que nos ficam são o que o cérebro consegue reter quando há o reacoplamento dos corpos astral e físico.

    É possível ficar consciente durante o sono. Posso garantir que é uma experiência extraordinária. A projeciologia, criada pelo Waldo Vieira, antigo parceiro de Chico Xavier que se afastou do espiritismo, trata exatamente disso: A capacidade que todos nós temos de realizar projeções conscientes. Um costume que tenho é anotar todos os meus sonhos e projeções. Tenho sempre à mão um caderno específico pra esse fim. Ajuda no despertar da consciência fora do corpo.

    Baseado nos fenômenos do sonho, você começa a notar as incoerências de seus sonhos, começa a perceber sua irrealidade. Com o tempo, você se torna mais crítico no dia-a-dia e presta maior atenção ao ambiente, às pessoas, aos objetos, aos cenários. É bom perguntar a si mesmo várias vezes ao dia se você está sonhando ou está acordado. Este hábito será transportado aos sonhos, e quando você reconhecer que uma imagem ou situação é absurda demais para ser verdade, você percebe, dentro do sonho, que está sonhando. Esse é o início do despertar da consciência fora do corpo.

    -fonte: http://www.espiritoimortal.com.br/

domingo, 5 de janeiro de 2014

Pare para pensar e pergunte se você :

a) Compreende a importância da Doutrina Espírita e os benefícios que ela traz para a Humanidade em geral e para o homem em particular.
b) Empenha-se em servir na tarefa de promover o estudo, a difusão e a prática do Espiritismo, de forma espontânea, voluntária, consciente e gratuita.
c) Procura conhecer e estudar, de forma aprofundada, os ensinos fundamentais da Doutrina Espírita, contidos nas obras da Codificação Kardequiana, que servem de diretriz para o seu trabalho.
d) Compreende e respeita as diferenças de entendimento que possam existir entre companheiros e instituições; destaca, cultiva e valoriza os pontos afins existentes no trabalho em conjunto; e fortalece os laços de união pela prática da fraternidade autêntica, para que o trabalho de difusão da Doutrina seja feito sem retardamento.
e) Observa que a união fraternal dos trabalhadores é fundamental para a sustentação da casa espírita onde trabalham; e que a união das casas espíritas é fundamental para o trabalho que visa colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviço de toda a Humanidade.
f) Observa que, no desempenho das atividades espíritas, o servidor espírita estará sempre a serviço do Cristo, e sob a orientação dos Espíritos Superiores.
g) Compreende que a tarefa básica do trabalhador espírita é a de promover a Doutrina Espírita, com humildade, desinteresse e sem outro propósito que não seja a prática da Caridade.
h) Observa que a sua participação no trabalho de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita, em benefício de toda a Humanidade, contribui com o trabalho do seu próprio aprimoramento.
i) Participa do trabalho espírita com o único propósito de servir, assumindo com boa vontade e responsabilidade as tarefas que lhe forem confiadas, sem exigir, sem esperar e sem condicionar sua participação a atribuições específicas, a cargos, a funções ou a posições de destaque e reconhecimento pessoal.
j) Avalia, permanentemente, o seu próprio trabalho, verificando: ” se está sendo fiel aos princípios da Doutrina Espírita contidos nas obras básicas de Allan Kardec; ” se está correspondendo aos investimentos, tanto espirituais como materiais, realizados pela Providência Divina em seu favor
. k) Procura colocar em prática o lema vivido por Allan Kardec: “Trabalho, solidariedade e tolerância”. (Extraído de “Preparação de Trabalhadores para as Atividades Espíritas”, C.F.N – FEB.)

sábado, 4 de janeiro de 2014

“QUANDO ACABA UM TERREIRO DE UMBANDA”
Mensagem de Sr. Exu MarabôRecebida pelo médium Vanderlei Alves


Um terreiro de Umbanda acaba quando a vaidade é maior que a caridade; 
Um terreiro de Umbanda acaba quando a fofoca e a intriga são maiores que o estudo e a disciplina; Um terreiro de Umbanda acaba quando a maledicência fala mais alto que a beneficência; 
Um terreiro de Umbanda acaba quando a atração sexual fala mais alto que a união fraternal; 
Um terreiro de Umbanda acaba quando a higiene física, astral e mental não são rigorosamente observadas; 
Um terreiro de Umbanda acaba quando falsos médiuns são admitidos pelo dirigente na corrente apenas com o intuito de aumentar a arrecadação financeira da casa;
Um terreiro de Umbanda acaba quando as “festas” e “homenagens” são mais importantes e concorridas que as “giras de atendimento” e “reuniões de estudo”; 
Um terreiro de Umbanda acaba quando as “guias” (colares) são mais importantes que os “Guias” (mentores); 
Um terreiro de Umbanda acaba quando os “pontos” são cantados sem emoção e quando os “pontos” são riscados sem noção; 
Um terreiro de Umbanda acaba não porque os Guias se afastam dos médiuns,
mas porque os médiuns é que se afastam dos Guias; 

Um terreiro de Umbanda acaba quando se cobra o que NÃO DEVE SER COBRADO; 
Um terreiro de Umbanda acaba quando NÃO SE COBRA o que deve ser cobrado; 
Um erreiro de Umbanda quando a “mágica” substitui a verdadeira Magia; 
Um terreiro de Umbanda acaba quando o “visível” é mais importante que o invisível; 
Um terreiro de Umbanda acaba quando falta a ética, o bom-senso
e o respeito; 

Um terreiro de Umbanda acaba quando acaba a Fé, o Amor e a Verdade.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

:: O NATAL NA UMBANDA ::
Por: Rubens Saraceni


Estamos em Dezembro, um mês mágico que altera o estado de espírito das pessoas, principalmente dos umbandistas, que já comemoraram Yemanjá, Yansã e Oxum no começo dele. 

Ainda temos o dia 25, quando a cristandade comemora o nascimento do Mestre Jesus no mundo todo e temos o dia 31, quando todos comemoram a passagem do ano com uma explosão de alegria e votos de que o ano que começará seja de paz, saúde e prosperidade. 

Para os umbandistas a comemoração do natal cristão é algo natural, até porque a maioria dos seus seguidores e médiuns praticantes veio da religião cristã. Inclusive, muitos umbandistas seguem uma corrente doutrinária denominada Umbanda Cristã, muito parecida com o Espiritismo Kardecista. 

Na maioria dos seus centros os umbandistas colocam em seus altares a imagem do Mestre Jesus no seu degrau mais alto, prestando-lhe uma reverencia e adoração sublime devido seu sincretismo com o Orixá Oxalá, o maior dos orixás cultuados na Umbanda. 

Esse respeito e reverencia ao Mestre Jesus enobrece ainda mais a umbanda, a mais tolerante das religiões existentes no Brasil, já que ela acolhe em seus centros os seguidores de todas as outras com amar e respeito, sem constrangê-los com perguntas sobre a religião que seguem e sim, os auxiliam onde elas não podem ou seus sacerdotes não sabem como lidar: a Mediunidade e os problemas espirituais de fundo karmático! 

Nesse ponto a Umbanda é única entre as religiões! 

Seus dirigentes e médiuns, assim como todos os Guias Espirituais, acolhem os seguidores de outras religiões como irmãos e os auxiliam como podem e da melhor forma possível, livrando-os de suas perturbações de fundo espiritual, auxiliando-os na cura de suas doenças, auxiliando-os a conseguirem um emprego, quebrando demandas das quais são vitimas, etc.

E isso sem perguntar-lhes quais as suas religiões, sem atribuir às suas crenças religiosas a causa de suas dificuldades e nem os obrigando a se converterem para que, aí sim, sejam ajudados pelos sagrados Orixás e pelos Guias Espirituais de Umbanda. 

Não vemos isso acontecer nas outras religiões, onde o usual, assim que sabem a religião de quem adentra em seus templos é ir alertando-os ou acusando-os de seguirem uma religião errada, ou pagã, ou do diabo, etc. Nesse aspecto a Umbanda é única e insuperável porque todos os umbandistas acreditam que Deus é único, esta presente na vida de todos e em todas as religiões, não importando a forma que usam para cultuá-lo e adorá-lo. Inclusive, é comum aos seguidores das outras religiões regirem com palavras ofensivas à nossa religião e à nossa pessoa assim que ficam sabendo que seguimos a religião Umbanda, dando a entender que só eles cultuam e adoram Deus. 

Essa postura intolerante por parte da maioria dos seguidores de outras religiões para conosco, os umbandistas, provavelmente é uma decepção para o mestre Jesus, que não fundou nenhuma religião e não pregou a intolerância, mas vê entre os seus seguidores uma reação não fraterna aos seus irmãos em Deus que professam outras crenças religiosas.

Os umbandistas seguem a Umbanda, mas respeitam todas as outras religiões e a crença dos seus seguidores e não temem entrar em suas igrejas porque nesse quesito estão anos-luz à frente dos demais, já que sabe que só há um Deus, criador de tudo e de todos e existem suas divindades, espalhadas entre as muitas religiões existentes na face da terra, com Jesus Cristo incluído entre elas e ao qual respeitam e amam. 

No dia em que todas as religiões e todos os seus seguidores pensarem e agirem como prega a Umbanda e os umbandistas nesse mundo haverá mais fraternidade verdadeira e menos miséria, doenças, crimes, racismo e intolerância.

Mas isso talvez seja esperar demais dessa humanidade pecadora que discrimina seus semelhantes só porque seguem uma religião diferente, ainda que todos saibam que só há um Deus e que todos somos seus filhos... que todos somos irmãos perante Ele, o nosso Divino Criador! 

Por ser como são e por amarem e respeitarem o Mestre Jesus os umbandistas comemoram o Natal e lhe rendem merecida homenagem, pois, pelo menos nessa data cristã os cristãos de fato se mostram mais fraternos e tolerantes. 

Nesse natal, que o amado mestre Jesus abençoe a todos!